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Bolsa de NY fecha em queda com temor sobre agências

O mercado norte-americano de ações fechou em queda, em dia marcado por forte volatilidade. Durante o pregão, o índice Dow Jones chegou a operar abaixo dos 11 mil pontos, o que não acontecia desde julho de 2006.

Agência Estado |

O Dow Jones acumula agora quatro semanas consecutivas de quedas; o Nasdaq e o S&P-500 caíram por seis semanas consecutivas.

A queda foi atribuída ao fato de o governo dos EUA não ter anunciado nenhuma medida específica de socorro às agências semigovernamentais de crédito hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac, que juntas detêm ou garantem US$ 5 trilhões em hipotecas. O secretário do Tesouro, Henry Paulson, o presidente do Federal reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, e até o presidente do país, George W. Bush, fizeram declarações de apoio às agências, mas nenhuma medida concreta foi anunciada.

As duas agências têm mandato do Congresso para garantir a liquidez do mercado secundário de hipotecas ao comprar contratos das instituições de crédito. A Fannie Mae foi criada em 1938, no mandato do presidente Franklin Roosevelt, para facilitar o acesso de famílias de baixa renda à casa própria; a Freddie Mac atua comprando hipotecas desde 1970. Quaisquer mudanças no sistema teriam impacto forte nos mercados de crédito.

"Isso está além de qualquer coisa que eu tenha visto. Essa crise aponta para o centro, para o coração da economia norte-americana. Ela toca todo homem, mulher e criança, todo empresário. Qualquer um que tenha dívidas ou use dívidas. É o cartão de crédito, é o empréstimo para a compra do carro, é a hipoteca. O sistema americano de crédito está apodrecido no momento. Para consertá-lo será preciso capital, e, enquanto isso, a economia sofre", resumiu o estrategista-chefe para ações Joseph Battipaglia, da Stifel Nicolaus.

Antes das declarações de apoio, tanto as ações da Fannie Mae como as da Freddie Mac chegaram a cair 50%; elas recuperaram algum terreno à tarde, mas fecharam em queda (Fannie Mae perdeu 22,35% e Freddie Mac recuou 3,13%). Outras ações do setor financeiro também sofreram quedas fortes (Bank of America caiu 3,09%, AIG cedeu 3,79% e JPMorgan Chase perdeu 3,91%). As do Lehman Brothers despencaram 15,95%, em meio a renovadas especulações sobre sua saúde financeira. No setor de tecnologia, as ações da Apple caíram 2,29%, em reação a informes de problemas de conexão dos novos iPhone 3G com o sistema de transmissão de dados da AT&T. No setor de cerveja, as ações da Anheuser-Busch subiram 8,64%, depois de a belgo-brasileira InBev elevar sua oferta pela empresa, segundo fontes. As ações da General Electric, que divulgou resultados, subiram 0,07%.

O índice Dow Jones fechou em queda de 1,14%, em 11.100,54 pontos. A mínima foi em 10.977,68 pontos e a máxima em 11.239,85 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 0,83%, em 2.239,08 pontos. O S&P-500 caiu 1,11%, para fechar em 1.239,49 pontos. O NYSE Composite perdeu 1,05%, fechando em 8.347,24 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma queda de 1,67%, o Nasdaq, um recuo de 0,28% e o S&P-500, uma baixa de 1,85%. As informações são da Dow Jones.

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