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Bolsa de NY cede com balanços ruins e mais demissões

As Bolsas de Nova York abriram o pregão regular desta quinta-feira em baixa, uma vez que os investidores aproveitam para embolsar lucros das sessões anteriores depois de uma série de balanços corporativos fracos, como Ford Motor, Eli Lilly e Starbucks. O mercado também digere relatórios que mostraram aumento nos pedidos de auxílio-desemprego e queda nas encomendas de bens duráveis dos EUA.

Agência Estado |

O índice Dow Jones perdia 1,23% a 8.272 pontos, às 12h31. O Nasdaq seguiu a mesma direção e recuava 1,51% a 1.534 pontos. O S&P 500 operava em baixa de 1,53% a 860 pontos.

A aprovação do pacote de estímulo econômico de US$ 819 bilhões na Câmara dos EUA não deve ser suficiente para garantir mais um dia de ganhos nas bolsas. Falta ainda o Senado aprovar a sua versão para, então, as duas Casas negociarem uma versão final única e votarem novamente.

"Depois de uma sequência de altas, a confiança permanece frágil e uma realização de lucros é provável", disse Martin Slaney, chefe de derivativos da consultoria GFT. "Os cortes de empregos na Starbucks abateram o sentimento. A rede de cafeterias serve de lembrete de como a situação econômica está piorando, uma vez que ela é vista como referência para a ponta alta do setor de varejo."

Ontem à noite, a Starbucks informou que seu lucro líquido caiu 69% no primeiro trimestre fiscal de 2009 e que vai fechar mais 300 lojas e demitir quase 7 mil funcionários para reduzir sua excessiva expansão e se recuperar da forte queda das vendas.

Hoje, um dos balanços de destaque foi o da Ford Motor, que anunciou prejuízo líquido de US$ 5,9 bilhões (US$ 2,46 por ação) no quarto trimestre de 2008, comparado a prejuízo líquido de US$ 2,8 bilhões (US$ 1,33 por ação) no mesmo período do ano anterior. A montadora confirmou a demissão de 1,2 mil funcionários na unidade Ford Motor Credit a partir de fevereiro e que vai sacar US$ 10,1 bilhões de suas linhas de crédito no próximo dia 3 para usar em operações.

No setor farmacêutico, a AstraZeneca anunciou queda no lucro do quarto trimestre, para US$ 1,25 bilhão, e corte de 15 mil empregos nos próximos cinco anos. A Eli Lilly, por sua vez, divulgou prejuízo líquido de US$ 3,63 bilhões no quarto trimestre, por causa de encargos de US$ 4,73 bilhões com a aquisição da ImClone Systems em novembro do ano passado.

Outras empresas também decepcionaram os investidores com seus balanços e podem pressionar as bolsas, como a Qualcomm, a Allstate e a Royal Dutch Shell. Essa última, a maior petrolífera da Europa, obteve prejuízo líquido de US$ 2,81 bilhões no quarto trimestre do ano passado, saindo do lucro líquido de US$ 8,47 bilhões registrado em igual período de 2007. As informações são da Dow Jones.

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