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Bolsa de NY cai mais com a disparada do petróleo

As ações operavam perto das mínimas do dia na Bolsa de Nova York, enquanto os títulos do Tesouro americano e dólar estavam sob forte pressão da disparada dos preços do petróleo e do ouro. O plano de compra de créditos podres das instituições financeiras norte-americanas pode mexer com muitas carteiras, e, em meio às incertezas, os investidores tentam se reposicionar no mercado.

Agência Estado |

Nas bolsas, as ações de instituições financeiras estão no centro das vendas hoje, enquanto as empresas de energia continuam como o único setor a registrar ganhos.

Enquanto as ações são negociadas com forte queda, o dólar e os títulos do Tesouro disparam diante da avaliação de que a grande quantidade de recursos necessária para ajudar as instituições financeiras americanas fará do próprio governo dos Estados Unidos um tomador de crédito menos atraente. A cotação do petróleo disparou, tendo atingido o limite de diário alta de US$ 10 o barril - o que fez a Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) paralisar as transações por cinco minutos. Quando os negócios foram retomados, o petróleo subiu mais de US$ 10.

Às 16h39 (de Brasília), o índice Dow Jones recuava 2,90%, para 11.058 pontos, pressionado pelos seus componentes financeiros. No mínima, o Dow caiu a 11.037 pontos. JP Morgan Chase liderava as perdas com queda de 12,86%. Na ponta de energia, ExxonMobil e Chevron subira 0,58% e 0,11%, respectivamente. O índice Nasdaq recuava 3,52% e o índice SP-500 perdia 3,36%.

Na Bolsa de Valores de São Paulo, o índice Bovespa cedia 2,09% a 51.948 pontos, às 16h42, na mínima do dia. As ações da Petrobras registravam alta, mas insuficiente para levar o Ibovespa para o campo positivo. Petrobras PN subia 0,49% e ON ganhava 1,47%.

O contrato para outubro do petróleo, que venceu no fechamento de hoje, terminou em US$ 120,92, alta de US$ 16,37 (15,66%) na Nymex, com os operadores aparentemente menos preocupados com a economia americana depois do plano de socorro anunciado pelo governo. A forte queda no dólar também ajudava os preços da energia a subir.

Dólar e títulos do Tesouro estavam sob pressão por conta da incerteza sobre quanto dinheiro será necessário para salvar a indústria financeira americana e o que isso vai significar para os atuais desequilíbrios dos EUA tais como os déficits orçamentário e de conta corrente. "Essa intervenção (do governo) confirma os problemas estruturais do dólar", especialmente por conta do risco maior de que o governo aumente o déficit no orçamento e tenha que imprimir mais moeda, afirmou o estrategista de câmbio Ashraf Laidi, da CMC Markets, uma corretora nova-iorquina.

Às 16h30 (de Brasília), o euro estava em US$ 1,4846, de US$ 1,4480 de sexta-feira; o iene estava em 105,41 por dólar, de 107,42 por dólar de sexta-feira. No mesmo horário, o juro do T-Bond de 30 anos estava em 4,40575% ao ano, de 4,386% sexta-feira; o juro da T-Note 10 anos estava em 3,82090% ao ano, de 3,796% de sexta-feira; o juro da T-Note 2 anos estava em 2,10975%, de 2,167% de sexta-feira. As informações são da Dow Jones.

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