As Bolsas de Nova York tiveram uma abertura positiva hoje, com investidores, aparentemente, deixando de lado o elevado prejuízo anunciado pela montadora norte-americana General Motors (GM) e a sexta retração consecutiva nas encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos. Às 11h35 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 1,08%, o Nasdaq 100 avançava 0,73% e o S&P 500 tinha ganhos de 1,35%.

Especialistas preveem que o mercado deve, entretanto, manter o comportamento errático dos últimos dias, refletindo a queda de braço entre os que veem com otimismo os esforços feitos pelo mundo afora para ajustar as economias e salvar os bancos e os que se preocupam com o rumo que a atual recessão global poderá tomar.

Os investidores parecem se concentrar nesta manhã na proposta de orçamento que o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciará mais tarde e aguardam as palavras do executivo-chefe do banco JPMorgan, Jamie Dimon, sobre a situação do sistema bancário e de sua instituição, em particular.

O sentimento positivo desta manhã reflete-se na alta do petróleo e na queda do ouro no mercado internacional de matérias-primas (commodities). "Apesar da falta de notícias positivas, o comportamento ameno do ouro pelo quarto dia seguido indica demanda menor por proteção, ao mesmo tempo em que a alta do petróleo pode alimentar o apetite por risco", afirmou um estrategista.

Na agenda econômica de indicadores, as encomendas de bens duráveis nos EUA caíram 5,2% em janeiro, para nível sazonalmente ajustado de US$ 163,8 bilhões, informou hoje o Departamento de Comércio norte-americano. Economistas esperavam declínio de 3%.

Já o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 36 mil na semana que encerrada no último sábado (dia 21) em relação à semana anterior, após ajustes sazonais, para 667 mil, informou o Departamento do Trabalho dos EUA nesta quinta-feira. Trata-se do nível mais alto desde 2 de outubro de 1982. Economistas esperavam declínio de 2 mil pedidos.

A GM anunciou prejuízo de US$ 9,6 bilhões no quarto trimestre do ano passado, uma vez que a receita caiu para US$ 30,8 bilhões, de US$ 46,8 bilhões, no período.

Já o JPMorgan realizará reunião anual de acionistas hoje e o presidente do conselho e executivo-chefe, James Dimon, deve enfrentar questionamento sobre o balanço do banco, após ter cortado o pagamento de dividendos. As ações da GM recuaram 6,7% no pré-mercado em Wall Street e as do JPMorgan subiram mais de 6%. As informações são da Dow Jones.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.