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Bolsa cai pelo 5º dia e já perde mais de 50% no ano

O intervalo do feriado do Dia da Consciência Negra, ontem, em São Paulo, não esfriou o comportamento de venda dos investidores na Bolsa paulista. O Ibovespa terminou a quarta-feira em baixa e repetiu o movimento negativo hoje, entre outras razões ao promover um ajuste ao tombo de mais de 5% das Bolsas norte-americanas na véspera.

Agência Estado |

Hoje, porém, os mercados em Nova York caminham para uma abertura em alta, enquanto a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou a sua quinta sessão consecutiva de queda, acumulando baixa de 13,17% no período e elevando para mais de 50% as perdas no ano.

Ao fim da sessão de hoje, o Ibovespa recuou 6,45%, a 31.250,60 pontos. Na semana, a baixa atingiu 12,68%, elevando a queda no mês a 16,12% e a do ano a 51,08%. O índice oscilou hoje entre a mínima de 31.081 pontos (-6,96%) e a máxima de 33.403 pontos (-0,01%). O giro financeiro, um pouco mais forte do que tem ocorrido, somou R$ 3,709 bilhões.

As ações de Petrobras, Vale, siderúrgicas e bancos estiveram à frente das perdas. Os papéis da estatal petrolífera e da mineração caíram hoje principalmente num movimento de correção à desvalorização de seus recibos de depósitos de ações (ADRs) brasileiros em Nova York na véspera.

No caso da Petrobras, nem mesmo o anúncio da descoberta de uma reserva de óleo de boa qualidade no litoral do Espírito Santo deu alívio aos papéis. Isso porque o petróleo vem sendo negociado abaixo de US$ 50 o barril no mercado internacional. Os analistas explicam que o custo de se extrair petróleo da camada do pré-sal, localizada abaixo do leito marinho, é alto e, se os preços da matéria-prima (commodity) seguem ladeira abaixo, o retorno da Petrobras acaba sendo bem menor, e o risco, maior.

No final, as ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) da Petrobras recuaram 9,37% e 8,70%, respectivamente, enquanto o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em janeiro de 2009 subiu 1,03% e fechou a US$ 49,93 o barril.

Já as ações da Vale, que também tiveram um ajuste à queda de seus ADRs ontem, recuou 8,8% no papel ON e 7,78% no PN classe A (PNA). Ontem, uma fonte havia informado que a empresa decidiu cortar 400 vagas de trabalho, por conta da menor demanda decorrente da crise - apesar de o presidente da empresa, Roger Agnelli, ter dito um dia antes que a companhia está fazendo 'ginástica' para não demitir. Algumas siderúrgicas têm se revezado em anunciar cortes na redução e isso impacta nas vendas das mineradoras, como a Vale.

O setor siderúrgico, assim, tem sido um dos mais castigados. As ações ON da CSN lideraram as perdas, ao caírem 9,58%. Gerdau PN cedeu 7,49% e Usiminas PNA recuou 4,87%.

O segmento bancário também esteve entre os destaques de baixa, seguindo o comportamento deste mesmo setor nos Estados Unidos. Banco do Brasil teve queda maior, por causa da compra da Nossa Caixa, anunciada ontem, por R$ 5,386 bilhões por 71,25% da instituição, preço considerado elevado pelos analistas. As ações da Nossa Caixa, ao contrário, lideraram os ganhos do Ibovespa, visto que os investidores foram às compras para ganhar com a diferença do preço pago por ação pelo BB, de R$ 70,63. Nossa Caixa ON liderou as altas de hoje e subiu 22,81%, enquanto Banco do Brasil ON recuou 14,34%, a terceira maior queda do dia.

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