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Bolsa cai mais de 2% e devolve euforia do início do ano

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve devolver hoje um pouco do ganho acumulado no início do ano, pressionada pelo sentimento geral de que a recessão vai afetar os ganhos das empresas na semana em que começa a temporada de balanços nos Estados Unidos. O Ibovespa futuro registrava baixa superior a 2% pouco antes da abertura do pregão regular.

Agência Estado |

O índice Bovespa à vista iniciou a sessão em queda, recuando 2,23% a 40.653 pontos, às 11h10, e sinalizando a continuidade do ajuste de sexta-feira, quando a Bolsa terminou o pregão em baixa de 0,97%, aos 41.582 pontos.

Mas a última semana foi muito favorável para o Ibovespa, que conseguiu contabilizar valorização expressiva, de 10,74% no ano, puxada principalmente por compras de investidores estrangeiros, que responderam por um fluxo positivo de R$ 1,042 bilhão este ano até o dia 7, a melhor semana em termos de fluxo em pelo menos seis meses.

Mas a expectativa de alguns analistas é de que a entrada de fluxo estrangeiro deve dar uma parada diante do noticiário externo negativo e das incertezas no curto prazo faltando apenas uma semana para a posse do presidente eleito nos EUA, Barack Obama. O relatório de vagas de trabalho (payroll) de dezembro nos EUA, divulgado na sexta-feira, baqueou o mercado mesmo já sendo esperado um número ruim. A pesada agenda de divulgações econômicas e corporativas esta semana nos EUA impõe uma dose adicional de cautela.

Hoje, os investidores assumem posição mais defensiva, aguardando a abertura da temporada de balanços do quarto trimestre nos EUA pela Alcoa, após o fechamento. Os números deverão dar uma medida do tamanho do impacto da crise econômica nas empresas. Na quinta-feira, a Intel informará seu resultado. A expectativa é de uma semana de muita volatilidade para o mercado de ações.

Do lado das commodities, o noticiário também contribui para uma realização de lucros. Os petróleo cai mais de 4% no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) e opera na faixa de US$ 39 por barril, como reflexo do contínuo pessimismo de que a demanda pela commodity diminuirá por causa da desaceleração da atividade econômica global. Notícias de que uma solução para o impasse de gás natural entre Rússia e Ucrânia foi alcançada e o fluxo de gás para a Europa poderá ser retomado também favorece a queda da commodity pois diminui as expectativas de que possível aumento da demanda europeia por petróleo e derivados como alternativa ao gás natural em aquecimento e geração de energia.

Os metais básicos negociados em Londres registravam forte baixa em meio à diminuição de compras típicas de início de ano. Os preços também eram influenciados por perdas nos mercados de ações e pelo fortalecimento do dólar.

Hoje, ma mineradora anglo australiana Rio Tinto anunciou que vai adiar a expansão de sua mina de ferro em Corumbá (MS), na qual tinha previsto investir 3,07 bilhões australianos (US$ 2,118 bilhões ao câmbio de hoje).

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