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Bolsa cai 7% com Petrobras e bancos; Vale amortece baixa

A ligeira melhora dos índices acionários norte-americanos - apesar de performance ainda negativa nesta jornada - e a reação dos papéis da Vale ao lucro líquido recorde da mineradora no terceiro trimestre contribuem para o índice Bovespa reduzir as perdas apuradas no início da sessão, quando havia forte expectativa de que a Bolsa brasileira tivesse de acionar o circuit breaker pela sétima vez no ano logo no início dos negócios regulares. Às 13h09, o Ibovespa operava em queda de 7,18%, aos 31.

Agência Estado |

388 pontos, pressionado principalmente pelos papéis de instituições financeiras e Petrobras. Na mínima pela manhã, o Ibovespa mergulhou abaixo dos 31 mil pontos, com perda de 8,69%. "Não foi o mercado aqui que melhorou. A queda ficou menor nos Estados Unidos e estamos acompanhando a matriz", afirmou um operador.

Em Wall Street, o índice Dow Jones recuava 4,12%, Nasdaq cedia 3,52% e S&P 500, -4,12%, após abertura em queda mais vigorosa e paralisação dos negócios com futuros de ações em Wall Street, pela primeira vez em pelo menos cinco anos, diante da onda de pânico que se espalhou pelos mercados acionários nesta manhã.

"Os fundos de hedge continuam vendendo pesado e a justificativa da vez é o dado negativo do Reino Unido", comentou outro profissional. Mais cedo, o Reino Unido anunciou que o PIB do terceiro trimestre caiu 0,5% ante o intervalo imediatamente anterior, a primeira contração desde o segundo trimestre de 2002.

O desempenho dos papéis da Vale, que operaram brevemente em terreno positivo, contribui para a sustentação do Ibovespa em queda menos acentuada, segundo operadores. Vale ON perdia 3,31% e Vale PNA recuava 3,99%, com performance melhor do que o índice. Ontem à noite, a mineradora informou que teve lucro líquido recorde de R$ 12,433 bilhões no terceiro trimestre, uma alta de 166% frente ao registrado em igual intervalo de 2007.

Os papéis de Petrobras exercem pressão de baixa sobre o Ibovespa e recuam com força hoje, diante da persistente desvalorização do petróleo no mercado futuro. Apesar do anúncio da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), de que cortará a produção de óleo em 1,5 milhão de barris por dia a partir de 1º de novembro, o barril do petróleo é negociado com forte baixa hoje.

A queda do preço do petróleo era superior a 5% na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), para menos de US$ 65 o barril. "Há um receio grande de recessão e isso empurra os preços das commodities para baixo", comentou um analista. Na Bovespa, Petrobras ON cedia 8,93% e Petrobras PN, -9,25%.

As ações do setor financeiro seguem bastante descontadas nesta sessão e puxam o Ibovespa para baixo, diante de uma série de preocupações com os impactos da crise nos balanços dessas instituições e em seu desempenho daqui para a frente. "O Banco Central falou em encolhimento de crédito e há muito rumor no mercado, o que contribui para a queda brusca dessas ações", disse um profissional.

Unibanco Unit liderava as perdas do setor, com baixa de 12,52%. Bradesco PN perdia 7,41%, Itaú PN recuava 8,12%, Banco do Brasil ON caía 7,87% e Banco Nossa Caixa ON, -5,92%.

Além de Unibanco Unit, apareciam entre as maiores baixas do Ibovespa Friboi ON (-14,91%), CCR ON (-13,43%), ALL Unit (-12,89%), BM&FBovespa ON (-12,55%), Lojas Americanas PN (-11,81%) e Duratex PN (-11,56%).

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