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Bolsa cai 0,9%, mas dá sinais de que pode se recuperar

Apesar de abrir o pregão em baixa e ceder 0,92% a 41.605 pontos, às 11h10, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) dá sinais de que quer continuar subindo, na contramão do mercado internacional, depois de ter fechado ontem na máxima pontuação (2,87%).

Agência Estado |

A expectativa nas mesas é de que o mercado acionário brasileiro continue apresentando melhora diante da entrada gradual de recursos estrangeiros na Bolsa e da possibilidade de um corte mais agressivo de juro na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deste mês.

Ontem, o mercado de juros passou a embutir nos preços a possibilidade de um corte de 0,75 ponto porcentual da taxa Selic, para o nível de 13% ao ano, mas a aposta majoritária ainda é de corte de 0,50 ponto. Hoje, o IPCA bem comportado de dezembro - a inflação oficial ficou em 0,28% em dezembro - endossou o otimismo nos juros.

No caso do fluxo de capital estrangeiro, o mercado está animado com a entrada de quase de R$ 1 bilhão de capital estrangeiro apenas nos três primeiros pregões de 2009. Ontem, as compras na Bolsa teria sido impulsionadas pela declarações do megainvestidor Mark Mobius, do Franklin Templeton Investiments, de que esta é uma "oportunidade secular" de comprar ações em mercados emergentes.

"Só estraga uma alta mais consistente o fato de que há ainda muitas incertezas no cenário de curto prazo", destaca relatório da corretora SLW distribuído a clientes.

Hoje, depois do IPCA aqui, as atenções estão voltadas para os EUA, onde será divulgado às 11h30 o relatório de vagas de trabalho (payroll) de dezembro, que deverá trazer um número ruim. Depois do corte de vagas acima do esperado registrado pelo setor privado, analistas revisaram para cima a projeção e esperam agora corte de 525 mil postos de trabalho, mas há estimativas que chegam a 700 mil cortes. Segundo fontes, se o payroll não assustar demais, além do que já é esperado, a Bovespa deve se sustentar acima dos 42 mil pontos hoje. Em algumas mesas há a expectativa de que o mercado brasileiro de ações alcance nos próximos pregões os 45 mil pontos. Para isso, precisaria subir 7%.

No lado corporativo, o destaque hoje é a compra de 49,99% do capital votante do Banco Votorantim e 50% do capital social total da instituição pelo Banco do Brasil. Pelo desenho da operação, o controle do Votorantim continuará nas mãos do conglomerado do empresário Antônio Ermírio de Moraes. O BB irá adquirir ações ON do banco por R$ 3 bilhões e ações PN por R$ 1,2 bilhão, segundo fato relevante. Antes disso, haverá uma distribuição de dividendos para a Votorantim Finanças, também do Grupo Votorantim, no valor de R$ 750 milhões. Assim, de uma operação financeira total de R$ 4,95 bilhões, o desembolso do BB será de R$ 4,2 bilhões. Ontem, as ações do BB fecharam em baixa de 2,30%, a R$ 15,40.

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