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Bolsa abre em baixa e já cai mais de 2%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) continua sofrendo com o aumento contínuo da aversão ao risco, diante dos sinais cada vez mais forte de que a recessão global será mais perversa do que se imaginava. Não mudou nada.

Agência Estado |

Os problemas são os mesmos", disse uma fonte, ao ver o índice Bovespa futuro, negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), projetar mais um dia de perdas para o mercado doméstico de ações, em sintonia com o movimento dos mercados internacionais. Às 10h12 (de Brasília), o índice Bovespa à vista recuava 2,58%, a 30.668 pontos, na mínima do dia até o momento.

Se esse sinal negativo se mantiver até o fim da jornada de hoje, a Bovespa terá contabilizado o seu quinto pregão consecutivo de baixas. Só na semana passada, o Ibovespa, que representa as 66 ações mais negociadas do mercado brasileiro, teve perda de 13,50%. Com isso, no acumulado do ano até a última sexta-feira (dia 24), a Bovespa se desvalorizou 50,72%.

O pessimismo internacional e a falta de confiança dos investidores na eficácia das seguidas medidas tomadas pelos governos para combater os efeitos da crise levam alguns analistas a prever que a Bovespa deverá testar os 28 mil pontos em breve.

Porém, tudo depende da evolução do mercado externo e do comportamento das matérias-primas (commodities). Se lá fora melhorar, a Bolsa pode ter um dia de recuperação técnica. No mercado internacional, o petróleo cai cerca de 2% e é negociado na casa dos US$ 63 o barril. Se a commodity reagir, as ações da Petrobras podem ter um dia positivo, depois de ter desabado mais de 10% na sexta-feira.

O mau humor externo e a avaliação de que a economia vai desacelerar nos próximos trimestres, impactando o resultado das empresas, devem limitar a reação positiva ao balanço do Bradesco divulgado hoje cedo, como aconteceu com o da Vale na sexta-feira.

O Bradesco lucrou R$ 1,910 bilhão no terceiro trimestre deste ano, em linha com o esperado pelos analistas. No acumulado do ano de janeiro a setembro, o banco registrou lucro de R$ 6,015 bilhões, o que significa um crescimento de 3,4% em relação ao mesmo período de 2007. Segundo o banco, isso corresponde a uma rentabilidade de 26,3% sobre o patrimônio líquido médio. Na sexta-feira, as ações do Bradesco encerraram com perda de 7,36%, elevando para 45,7% a queda acumulada no ano.

Aliás, todas as ações do setor bancário foram muita castigadas nos últimos pregões por causa da situação ruim das instituições financeiras no exterior e pelo receio de que os bancos venham sofrer a inadimplência de empresas. Também na última sessão, após o fechamento do mercado local, o Itaú informou que comprou cinco carteiras de crédito consignado de outras instituições financeiras na semana passada.

Ainda no horário citado acima, as ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) da Petrobras caíam mais de 3%, mesmo porcentual de queda apresentado pelas ações PN do Bradesco. Os papéis PN do Itaú tinham baixa um pouco menos acentuada, de 2,29%.

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