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A expectativa do anúncio de novas medidas para reativar a economia chinesa está reanimando o mercado de ações nos Estados Unidos e na Europa e, consequentemente, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Esse fôlego demonstrado pelos mercados reflete a perspectiva de aumento da demanda de matérias-primas (commodities) na China, maior consumidor de metais do mundo.

Por volta das 11h10 (de Brasília), o índice Bovespa subia 3,16%, a 37.619 pontos, na máxima do dia até o momento. No mesmo horários, em Wall Street, o índice futuro do Nasdaq 100 avançava 1,61% e o futuro do S&P 500 tinha alta de 2,45%. Na Europa, os principais mercados ganhavam mais de 2%.

A melhora sinalizada pelo índice dos gerentes de compras chinês, um indicador da atividade nacional de manufatura, colabora para o sentimento mais positivo em relação à China. O índice dos gerentes de compras (PMI, em inglês) subiu para 49 em fevereiro, ante 45,3 em janeiro. Embora ainda siga abaixo de 50, sugerindo contração da atividade da terceira maior economia do mundo, o dado indica que se aproxima do ponto de inversão na direção da atividade, para a expansão.

O mercado de commodities, especialmente metais, reage positivamente às notícias relacionais à China diante da esperança de que a demanda por metais na China esteja se recuperando. Com isso, as ações da Vale e do setor de siderurgia devem reforçar o sinal de alta. Aliás, Vale ontem foi decisiva para sustentar a alta de 0,64% do Ibovespa. Ainda no horário citado acima, os papéis preferenciais (PN) classe A da mineradora subiam 5,04%, a R$ 27,10.

O dia também é de alta no mercado de petróleo, que voltou ao patamar dos US$ 43 o barril em Nova York, com a expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anuncie um novo corte de produção, o que é positivo para a Petrobras. Além disso, os investidores aguardam a divulgação dos estoques semanais da matéria-prima nos EUA. Também no mesmo horário, os papéis PN da estatal petrolífera tinham ganhos de 4,03%, a R$ 25,80.

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