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Bolsa abre de lado atenta a dados nos EUA e Petrobras

A Bolsa de Valores de São Paulo abriu o pregão desta segunda-feira de lado, com viés levemente positivo influenciada pelas notícias positivas do Barclays e do Santander, que amparam a alta das bolsas europeias. Mas em Nova York, os índices futuros de ações operam próximo à estabilidade, com os investidores na expectativa dos indicadores econômicos e dos balanços do dia, que deverão dar uma definição mais clara dos negócios, inclusive no mercado brasileiro de ações.

Agência Estado |

O índice Bovespa à vista operava em alta de 0,24% a 38.225 pontos, às 11h12, após abertura do pregão, aos 38.082 pontos, em baixa de 0,13%.

Na sexta-feira, o Ibovespa conseguiu se desviar de Nova York e fechar em alta de 0,63%, aos 38.132 pontos, mas na semana acumulou baixa de 3%. Nesta semana de agenda carregada nos EUA - reunião do Federal Reserve (Fed, banco central) sobre juros amanhã e quarta-feira e divulgação do PIB do quarto trimestre na sexta-feira e mais uma leva de indicadores econômicos e balanços - o Ibovespa deve seguir volátil, atrelado ao desempenho das Bolsas nos EUA, ao mesmo tempo em que acompanha a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro, que sai na quinta-feira.

Hoje, entre os destaques nos EUA estão o índice de indicadores antecedentes, as vendas de imóveis usados e o índice de atividade industrial do Fed de Chicago, além dos balanços da Texas Instruments Inc., McDonald's e Amex.

Após tantas notícias ruins vindas do setor bancário, os investidores receberam com alívio o comentário do banco britânico Barclays de que seus níveis de capital estão "bem acima" das exigências regulatórias e que por isso não precisa levantar mais fundos. Em Madri, o presidente do conselho do Santander, Emilio Botín, afirmou hoje que o maior grupo financeiro da Espanha espera divulgar resultados "magníficos" de 2008. O holandês ING também injetou um sentimento positivo no mercado ao anunciar que vai cortar despesas com a eliminação de 7 mil empregos e que assinou um acordo com governo da Holanda que garantirá 80% de suas hipotecas chamadas "Alt-A".

Mas a notícia que pode realmente tirar o mercado de ações desse quadro de estagnação seria a aprovação rápida do pacote de medidas de estímulo à economia americana, que será discutida entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e o Congresso, e cuja aprovação é esperada para meados de fevereiro. Na Bovespa, além do pacote de Obama, a volta do fluxo de investidores estrangeiros é fundamental para a recuperação dos preços.

As atenções dos investidores estarão concentradas hoje no comportamento das ações de Petrobras, após a divulgação na sexta-feira do seu plano estratégico que prevê investimentos de US$ 174,4 bilhões para o período de 2009 a 2013, crescimento de 55% com relação ao último plano (2008-2012). Os gastos para os próximos cinco anos incluem US$ 28 bilhões para projetos do pré-sal. O preço médio de referência do petróleo que consta do plano estratégico é de US$ 42 o barril. O novo plano, segundo analistas do setor, deve ter efeito breve nas ações da estatal, limitado pelo cenário internacional adverso.

Às 11h15, as ações preferenciais (PN) da Petrobras recuavam 0,21%, as ordinárias (ON) caíam 0,50%. Vale PNA subia 1,22%.

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