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Bolsa abre 1º pregão de 2009 em alta

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inaugura 2009 em clima positivo, ecoando a alta das Bolsas americanas e europeias, depois de a maior parte do mercado asiático ter estreado bem o ano. Mas, novamente, deve ser um pregão de pouca liquidez, já que a maioria dos investidores emendou os feriados de fim de ano e só retomam os negócios na próxima segunda-feira (dia 5).

Agência Estado |

Por volta das 11h10 (de Brasília), o índice Bovespa subia 1,69%, a 38.184 pontos, na máxima do dia até o momento. No mesmo horário, as Bolsas da Europa subiam entre 1% e 2%, enquanto os índices futuros das Bolsas de Nova York avançavam cerca de 0,50%.

A queda dos preços do petróleo no mercado internacional pode ser um limitador de alta para a Bovespa, impactando no desempenho das ações da Petrobras, o principal papel do índice. Após disparar mais de 14% no último dia de negócios do ano passado, o petróleo é negociado em baixa de até 6%. A matéria-prima (commodity) sustenta o sinal de baixa a despeito da notícia de que a Rússia suspendeu o fornecimento de gás natural para a Ucrânia, devido a uma disputa de preços.

Na Europa, as bolsas sobem impulsionadas por mineradoras e bancos. Notícia do jornal britânico Financial Times (FT) de que políticos querem estender a proibição de vendas a descoberto de ações do setor financeiro impulsiona as ações do setor bancário. As mineradoras também sobem, repercutindo a alta dos contratos de metais no mercado internacional.

Ainda no horário citado acima, as ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) da Petrobras subiam 2,33% e 2,01%, respectivamente, enquanto as ações PN classe A (PNA) da Vale avançavam 2,89%.

Perspectivas

No último pregão de 2008, o Ibovespa fechou em alta de 1,32%, aos 37.550,31 pontos. No mês de dezembro, a Bolsa conseguiu encerrar no azul, com alta 2,61%, mas no acumulado do ano passado registrou perda de 41,22%, o pior desempenho desde 1994.

Para este ano que se inicia os analistas são bem cautelosos. Segundo levantamento da Agência Estado com nove instituições financeiras, o Ibovespa deverá subir 35% em 2009. Mas uma recuperação mais consistente do mercado acionário só deverá ser vista mais para o segundo semestre deste ano. Por enquanto, os investidores continuam com medo do que vai acontecer com a economia real.

"Se não houver notícias ruins vai demorar pelos menos uns três meses para os investidores começarem a arriscar posições. A melhora da Bolsa vai começar quando parar de surgirem notícias ruins e os bancos retomarem os empréstimos, o que só deverá ocorrer quando perceberem que o risco diminuiu", afirma Alexandre Ponsirenas, operador da SLW Corretora.

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