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Bolívia suspende envio de 50% do gás comprado pelo Brasil

LA PAZ - Devido a uma nova interrupção no funcionamento de um gasoduto no sudeste do país, a Bolívia suspendeu nesta quinta-feira o envio de mais da metade do gás contratado pelo Brasil, informou uma fonte da empresa Transierra.

Redação com agências |

 

Acordo Ortográfico  O problema na distribuição, provocado pelo "manuseio" da válvula de um duto na estação de Bella Vista, impede o envio ao Brasil de 17,1 milhões de metros cúbicos de gás ao dia, 56% dos 30 milhões que o país geralmente recebe.

O ministro da Fazenda boliviano, Luis Alberto Arce, concedeu uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, em Brasília, e disse que ofornecimento de gás natural da Bolívia para o Brasil deve ser normalizado no prazo de dez a 15 dias.

Questionado sobre a possibilidade de novos cortes no abastecimento de gás natural para o Brasil, o ministro avaliou que os gasodutos bolivianos somam grandes extensões de terra e que os esforços, a partir de agora, serão redobrados por meio do apoio das Forças Armadas do país.

O gasoduto que está em manutenção transportava 14 milhões de metros cúbicos diários e sofreu na quarta-feira uma redução de 3 milhões de metros cúbicos após outro incidente atribuído pelo governo a manifestantes de oposição.

A Bolívia abastece mais da metade do mercado de gás natural do Brasil, através desse gasoduto de 3.000 quilômetros, manuseado por uma empresa binacional, com capacidade nominal para transportar 30 milhões de metros cúbicos por dia do combustível.

Esse gás abastece mais da metade do mercado comercial brasileiro e 60% do estado de São Paulo, coração industrial do país.

Os violentos protestos de grupos oposicionistas na Bolívia, com sabotagem das instalações de gás fornecido ao Brasil, fizeram o governo brasileiro cogitar antecipar o encontro entre os presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o boliviano Evo Morales, previsto para o fim deste mês, em Manaus.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, está reunido com técnicos do ministério e com a Petrobras para tomar medidas adicionais ao plano de contingência da estatal e enfrentar o corte de fornecimento de gás natural da Bolívia.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou ontem um plano de contingência para o fornecimento de gás no País por causa dos distúrbios na Bolívia. Lobão evitou falar em prejuízo, mas afirmou que a redução do envio de gás boliviano trará "dificuldades" ao Brasil.

"Não temos condição de quantificar qual vai ser a perda com a redução do envio de gás da Bolívia para o Brasil. O fato é que já temos um plano de contingência para suprir as nossas necessidades", disse o ministro.

O plano prevê inicialmente a substituição do gás pelo diesel nas usinas térmicas da Petrobrás e da Eletrobrás e, segundo Lobão, até mesmo de unidades privadas. O plano deveria vigorar até que se restabeleça o fornecimento boliviano, normalmente de 31 milhões de metros cúbicos diários, informou Lobão.

Segundo a assessoria do ministro, hoje, às 16h, Lobão dará uma entrevista coletiva para detalhar a operação que tentará evitar problemas de abastecimento no país.

(Com EFE, Reuters e Valor Online)

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