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Bolívia reduz envio de gás natural ao País em 50%

Os problemas com fornecimento de gás natural da Bolívia para o Brasil se agravaram na madrugada de hoje. Opositores do presidente boliviano Evo Morales provocaram a interrupção do fornecimento de gás do campo de San Antonio.

Agência Estado |

"A situação é grave. O envio de gás para o Brasil foi reduzido em mais de 50%, para 14 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d)", informou a secretária de Saneamento e Energia de São Paulo, Dilma Pena.

Por contrato, o Brasil importa atualmente 31 milhões de m³/d de gás do país vizinho. De acordo com a secretária, o volume de gás enviado para a Comgás, a maior empresa do setor no Brasil e que abastece a região metropolitana de São Paulo, de Campinas e a Baixada Santista, caiu de 15 milhões de m³/d (garantidos em contrato) para 8,4 milhões de m³/d.

Já para a Gas Natural São Paulo Sul, a oferta caiu de 1,4 milhão de m³/d para 820 mil m³/d. Para a Gas Brasiliano, o volume disponibilizado pela Petrobras caiu de 550 mil m³/d para 350 mil m³/d, ainda de acordo com Dilma Pena.

Indústrias podem parar

Em função dessa redução do envio de gás natural boliviano ao Brasil, o Estado de São Paulo começa hoje a acionar o seu plano de contingência para enfrentar esta nova crise do gás, informou Dilma Pena. "A prioridade é a manutenção da integridade do sistema e, para isso, existem alguns critérios técnicos que serão adotados", explicou a representante do governo paulista.

De acordo com a secretária, outro princípio norteador do plano de contingência é compatibilizar a redução do fornecimento do insumo com processo produtivo de alguns setores industriais. "Existem fornos, por exemplo, que não podem ser desligados rapidamente. Isso será feito de forma gradual", explicou, acrescentando que algumas indústrias deverão interromper produção ao longo dos próximos dias.

Dilma Pena ainda informou que os grandes consumidores de bicombustíveis, que podem trocar o gás por outro combustível, também deverão contribuir. Segundo Dilma Pena, apenas os consumidores residenciais, comerciais e hospitais serão poupados do plano de contingência. Com isso, o consumidor de gás natural veicular (GNV) também será afetado com a medida. A secretária disse que ainda não existem informações de até quando essa situação de contingenciamento para o gás irá perdurar.

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