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Bolívia pede sensatez à oposição sobre envio de gás

O ministro boliviano de Hidrocarbonetos e Energia, Carlos Villegas, pediu ontem à oposição que não cumpra as ameaças de sabotar a exportação de gás natural ao Brasil e à Argentina. Ele afirmou ontem que uma eventual suspensão do fornecimento - como sinalizou a oposição com greves em cinco regiões do país - seria como cortar as veias.

Agência Estado |

Para reforçar sua tese, ele mencionou que o valor da venda de gás aos dois países é de US$ 2 milhões, dizendo que as previsões até o fim do ano são ainda maiores. Brasil e Argentina consomem pelo menos 32 milhões de m³ de gás natural por dia.

Há duas semanas, prefeitos e lideranças civis das cinco regiões opositoras ao presidente Evo Morales protagonizaram protestos como bloqueios e a tomada de instituições estatais, especialmente no sudeste do país. A oposição suspendeu todo o tráfego terrestre aos dois países e pediu que o Executivo devolva aos nove departamentos da Bolívia cerca de US$ 166 milhões de dólares referentes a um imposto de distribuição de petróleo, cortado pelo governo em janeiro para projetos de ajuda a maiores de 60 anos. Os opositores também rejeitam o projeto da nova Constituição, que acusam de indigenista e estatizante.

"Peço que todas as autoridades (de oposição) tenham a sensatez de não tomar decisões dessa natureza", disse Villegas em rede de televisão estatal. "Decisões assim pareceriam cortar as veias - e o ser humano não pode viver sem o sangue que corre por todo o corpo", reforçou Villegas.

O ministro classificou que os protestos da oposição têm provocado desabastecimento e o encarecimento de alimentos e combustível em várias capitais dos departamentos da região leste do país.

"Se tomarem uma decisão assim, de evitar o envio de gás ao Brasil e à Argentina, seria prejudicial a seus próprios departamentos, porque (os prefeitos) não teriam recursos suficientes para realizar projetos de desenvolvimento social, econômico e de infra-estrutura", disse Villegas, embora tenha reforçado que, em relação ao mercado externo, "o abastecimento está normal", com os volumes de gás natural solicitados pelo Brasil sendo normalmente entregues.

Ele enfatizou também que, desde a primeira paralisação, o governo tomou a decisão "de militarizar, assegurar e resguardar todo o sistema de transporte" tanto para o mercado interno quanto para o externo. "Não queremos ter uma situação de emergência de tal maneira que, por alguma decisão, tenhamos de interromper o envio de gás."

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