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Bolívia nacionaliza empresa administrada pela British Petroleum e a Bridas

O presidente da Bolívia, Evo Morales, nacionalizou nesta sexta-feira a totalidade das ações da empresa de petróleo Chaco, gerenciada pela Panamerican Energy, que tem como principal acionista uma companhia controlada pela britânica British Petroleum (BP) e pelo grupo argentino Bridas.

AFP |

"Pouco a pouco estamos recuperando nossas empresas", afirmou Morales, durante ato público realizado nos escritórios da firma Chaco, aldeia de Entre Rios, na região central de Cochabamba, onde assinou o decreto de nacionalização.

O presidente já havia nacionalizado em 1 de maio de 2008 a firma Chaco e abriu com a Panamerican Energy uma fase de negociação do pacote acionário de modo a assumir o controle total da companhia, o que não pôde ser consolidado até então.

Morales chegou às dependências da Chaco com tropas militares, lamentando que "as empresas de petróleo não respeitem as normas bolivianas"; destacou que seu governo "respeitará os investimentos privados, se esses respeitarem as normas bolivianas".

"Queremos sócios, não patrões", voltou a afirmar o presidente.

A estatal de petróleo boliviana YPFB controlará até 99% das ações da Chaco, que realiza trabalhos de exploração e prospecção de petróleo, além de administrar uma companhia de energia elétrica e uma usina distribuidora de gás natural e de gás liquefeito de petróleo.

Minutos após o anúncio, líderes da oposição, na cidade de Santa Cruz de la Sierra, acusaram Morales de transformar a nacionalização da Chaco em ato de campanha, "apelando a sentimentos nacionalistas", às vésperas do referendo constitucional.

Morales, que tomou sua primeira medida de nacionalização das reservas de gás e petróleo em 1 de maio de 2006, assumiu nesta sexta-feira a decisão, a apenas dois dias de um referendo popular para fazer aprovar ou rejeitar uma nova Constituição para o país, avalizada pelo governismo.

O grupo anglo-argentino Panamerican Energy (PAE), que controla a petroleira Chaco, declarou que "defenderá seus interesses legítimos em todas as instâncias".

"A Panamerican Energy confirma sua vontade de seguir adiante com os esforços que permitem alinhar seus interesses legítimos - que defenderá em todas as instâncias - aos objetivos e interesses da Bolívia", disse o grupo em comunicado.

"A PAE demonstrou ao longo destes últimos anos seu compromisso em favor da Bolívia e da integração energética regional incentivada por seu governo", alegou a petroleira.

"O esforço de investimento da Chaco transformou a companhia numa peça-chave para aumentar o abastecimento em gás natural do mercado interno boliviano, assim como as exportações, sobretudo para a Argentina", prosseguiu a empresa.

A maioria das petroleiras estrangeiras que atuam na Bolívia adiaram seus investimentos na exploração de campos de gás, e se limitam a fazer a manutenção das instalações existentes, explicou a Câmara dos Hidrocarbonetos de Santa Cruz (leste), a região mais rica da Bolívia.

A Bolívia possui as segundas maiores reservas de gás da América do Sul, depois da Venezuela.

jac/rb/sd

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