Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bolívia lançará nova licitação para certificar suas reservas gás

La Paz, 7 jul (EFE).- O Governo da Bolívia lançará uma nova licitação para buscar uma empresa de consultoria que certifique as reservas de gás natural do país, após duas tentativas fracassadas realizadas em meses anteriores.

EFE |

O ministro de Hidrocarbonetos boliviano, Carlos Villegas, confirmou hoje ao canal de televisão "ATB" que o novo processo de licitação será apresentado em breve, embora não tenha revelado a data, e expressou sua confiança na obtenção de resultados favoráveis.

Nas duas oportunidades anteriores, as únicas consultoras do mundo que trabalham nesses processos de certidão informaram ao Governo que estavam com agenda de trabalho sem espaço para assumir os trabalhos na Bolívia.

Villegas afirmou que o Governo "tem interesse e expectativa" em uma certidão "para conhecer exatamente as reservas provadas e prováveis de gás do país".

A Bolívia mantém como vigente um relatório apresentado em janeiro de 2005 pela companhia americana DeGolyer and MacNaughton, que outorga ao país um total de 48,7 trilhões de pés cúbicos, dos quais 26,7 trilhões são jazidas de gás provadas e 22 trilhões prováveis.

Os 48,7 trilhões representam um terço dos 150 trilhões que teoricamente possui a Venezuela, detentora das maiores reservas da América do Sul.

Em meados de 2006, o Governo boliviano rompeu seu contrato com essa empresa de consultoria americana após acusar-lhe de conduzir politicamente seu relatório para essa gestão, após assinalar uma queda das reservas provadas de gás do país, de 26,7 para 18 trilhões de pés cúbicos.

O Governo acusou então a DeGolyer and MacNaughton de mudar seu reporte para prejudicar a nacionalização do setor decretada pelo presidente Evo Morales em 1 de maio de 2006.

Após desprezar o relatório da empresa de consultoria, a empresa estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) decidiu convocar em 2007 duas licitações consecutivas, que fracassaram por falta de empresas interessadas no processo. EFE ja/gs

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG