Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bolívia dá ultimato para Queiroz Galvão construir estrada

LA PAZ - O Governo da Bolívia deu nesta quinta-feira um ultimato à construtora brasileira Queiroz Galvão para que decida antes de 10 de dezembro se seguirá com as obras da estrada que unirá os departamentos de Potosí e de Tarija e pretende utilizar o dinheiro do fundo de garantia da empresa, caso ela desista.

EFE |

Em entrevista coletiva, a presidente da Administradora Boliviana de Estradas (ABC), Patricia Ballivián, explicou que a empresa solicitou através da Embaixada brasileira em La Paz uma nova ampliação de prazos "para retificação ou ratificação da posição que terá" sobre a obra. Mas "esta é a última ampliação que o Governo concede à empresa Queiroz Galvão para a execução da obra", afirmou Ballivián.

Em maio, a Queiroz Galvão retomou a construção das estradas entre os departamentos de Tarija, Chuquisaca e Potosí após a rescisão de seus contratos em setembro de 2007, depois que o Governo boliviano acusou-a de "deficiências" nas obras e "descumprimentos" no cronograma. "Consideramos que já há um período de um ano de paralisação" afirmou a presidente da ABC, ao explicar a decisão de não ampliar este prazo à empresa brasileira.

"Estejam seguros de que em 10 de dezembro haverá uma posição por parte do Governo em sentido de que seja a Queiroz Galvão ou não. A obra seguirá sua execução", sustentou.

Ela disse, ainda, que a construção da estrada está comprometida com os recursos concedidos pela Corporação Andina de Fomento (CAF) que chegam a US$ 60 milhões, além do financiamento do programa Proex, do Governo brasileiro, apesar deste estar relacionado à empresa, como reconheceu.

Ballivián afirmou que, caso a construtora brasileira desconheça os acordos assinados, haverá uma convocação pública "para que exista concorrência, transparência e, sobretudo, para que se possa escolher o preço mais adequado e as melhores capacidades para a empresa que seguirá com a obra".

Nesse caso, além disso, o Governo boliviano "contaria com os recursos do fundo de garantia da Queiroz Galvão" por descumprir o contrato assinado, assinalou.

A presidente da ABC marcou um prazo de 21 meses para concluir a obra, caso a construtora continue. Caso contrário, "seria preciso fazer uma convocação pública e (o prazo) dependeria das propostas apresentadas", concluiu.

Segundo informa hoje o jornal "La Prensa", de La Paz, a Queiroz Galvão pediu US$ 45 milhões adicionais para construir estas estradas, o que foi rejeitado pela ABC.

O jornal afirma que os Governos da Bolívia e Brasil estudam alternativas para garantir a conclusão da estrada, enquanto no departamento de Potosí se preparam mobilizações para exigir sua construção. 

Leia tudo sobre: boliviabolívia

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG