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Bolívia celebra recuo do Brasil sobre exportações de gás

A Bolívia celebrou neste sábado a decisão do Brasil de ampliar suas importações de gás natural para 24 milhões de metros cúbicos (m3) diários, a partir de hoje, após negociações do governo Morales com Brasília.

AFP |

O ministro do Planejamento, Carlos Villegas, disse em entrevista coletiva que o Brasil cancelou o corte nas importações de gás natural boliviano de 11 milhões de m3 diários, que vigorava desde 29 de dezembro passado.

O volume acertado de 24 milhões de m3 será mantido até maio próximo, destacou Villegas aos jornalistas.

"É um grande avanço, um grande sucesso do nosso governo, porque permite restabelecer os níveis de renda e, deste modo, assegurar as verbas aos Estados, municípios e universidades", que receberão recursos provenientes de impostos sobre os hidrocarbonetos.

Segundo Villegas, "o saldo da produção" de gás será destinado ao mercado da cidade brasileira de Cuiabá, com base em um acordo a ser firmado na próxima semana.

O Brasil havia reduzido sua demanda de gás natural boliviano de 31 para 20 milhões de m3 em 29 de dezembro passado, o que levou La Paz a enviar uma missão a Brasília para tentar reverter a decisão.

A redução foi provocada pela maior geração de energia das hidrelétricas brasileiras durante a temporada de chuvas, mas La Paz recorreu a um contrato "take or pay", firmado em 2000, que estabelece que Brasília deve pagar pelo gás não consumido.

A missão, liderada pelo ministro boliviano dos Hidrocarbonetos, Saul Avalos, convenceu o ministro brasileiro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrieli, de que era preciso reverter a decisão de reduzir as importações do gás boliviano.

Em entrevista coletiva concedida na véspera, em Brasília, Edson Lobão comunicou que o Brasil recuava na decisão de reduzir as importações de gás boliviano, o que causou surpresa nos meios políticos e econômicos brasileiros.

"O Brasil não está fazendo um favor à Bolívia", destacou Lobão após uma reunião de quase três horas com Saúl Avalos, da qual também participou o assessor especial da presidência brasileira para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

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