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Bolívia anuncia ajuda venezuelana para ampliar reservas de gás

Por Eduardo García PATACAMAYA, Bolívia (Reuters) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, apresentou na quarta-feira um plano para aumentar as reservas de gás do país em quase 300 bilhões de metros cúbicos, com ajuda da estatal venezuelana PDVSA.

Reuters |

Em discurso numa aldeia andina diante de uma platéia repleta de índios aimarás, muitos usando roupas típicas para se proteger do vento, Morales disse que seu sonho é ver a estatal local YPFB operando cinco projetos de extração de gás até o final de 2009.

'Precisamos de ferramentas para procurar petróleo [e gás], como os agricultores precisam de ferramentas para trabalhar a terra', disse Morales, de origem camponesa, na cerimônia em que recebeu uma sonda da Venezuela.

Até agora, a YPFB não tinha equipamentos para procurar gás por conta própria. A PDVSA, segundo Morales, tem 160 sondas.

A Bolívia tem 1,33 trilhão de metros cúbicos de reservas comprovadas e prováveis de gás natural. É o segundo maior volume na América do Sul, atrás apenas da Venezuela.

'Esperamos acrescentar mais 10 trilhões de pés cúbicos (283 bilhões de metros cúbicos) às reservas nesses 12 blocos, onde vamos investir 88 milhões de dólares', disse o vice-presidente da PDVSA, Eulogio del Pino.

O trabalho de prospecção vai se concentrar no Departamento de La Paz, fora dos centros habituais de produção de gás, no leste do país -- justamente a região onde há mais oposição ao governo esquerdista de Morales.

O governo de Morales nacionalizou em 2006 a produção de gás e petróleo, alterando as regras para o funcionamento de empresas estrangeiras como a Petrobras, a espanhola Repsol e a francesa Total.

O governo esquerdista da Venezuela apoiou esse processo com ajuda econômica e técnica, e também com a criação de uma empresa binacional, a Petroandina Gas, com 40 por cento de capital da PDVSA e 60 por cento da YPFB.

A Petroandina pretende investir 900 milhões de dólares na exploração e produção em várias áreas do país.

Del Pino disse que a PDVSA não está investindo na Bolívia para 'fazer negócios', mas para ajudar o país.

Alguns especialistas dizem que a nacionalização pode afastar investimentos, num momento em que a Bolívia precisa deles para ampliar sua produção e atender aos compromissos com seus clientes externos.

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