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Boletim Focus e IGP-DI puxam queda nos juros futuros

SÃO PAULO - Apoiados em indicadores de preço abaixo do esperado e melhora nas expectativas de inflação, os contratos de juros futuros dão continuidade ao movimento de baixa que já dura mais de duas semanas. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 declinava 0,18 ponto percentual, a 13,10%. Já o contrato para janeiro 2011 tinha desvalorização de 0,17 ponto, a 13,43%.

Valor Online |

E janeiro 2012 apontava 13,41%, queda de 0,14 ponto percentual.

Na ponta curta, o DI para janeiro de 2009 caía 0,04 ponto, apontando 13,44%. E julho de 2009 declinava 0,12 ponto, projetando 13,33%.

Surpresa positiva com o Índice Geral de Preços do Mercado Disponibilidade Interna (IGP-DI) de novembro, que apontou alta de 0,07% e ficou abaixo do piso das estimativas. A queda nos preços no atacado contribuiu para a retração do indicador que apontou alta de 1,09% em outubro. Em contrapartida, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve alta de 0,73% na abertura de dezembro, superando o previsto.

Os agentes também receberam o boletim Focus, do Banco Central (BC), que mostrou redução na expectativa de inflação para 2008 e 2009. O prognóstico para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no fechamento do ano recuou de 6,35% para 6,20%. No encerramento de 2009, a inflação projetada é de 5,20% contra 5,25%.

A sondagem com os participantes do mercado também mostrou nova redução na previsão de crescimento de 2009. A expansão projetada para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 2,8% para 2,5%. Para 2008, a expectativa de crescimento foi mantida em 5,24%.

A economista-chefe do Banco Fibra, Maristella Ansanelli, observou que tanto o IGP-DI quanto o Focus mostram que a pressão do câmbio sobre a inflação apresenta um peso menor do que o esperado inicialmente pelo mercado. " Isso sempre foi uma dúvida e parece que a questão da atividade tem maior peso na inflação a despeito do câmbio. "
Para a economista, essa nova rodada de indicadores aliada aos dados ruins de atividade da semana passada ajudam os agentes a continuar migrando suas expectativas quanto à condução da política monetária, de manutenção da taxa com viés de alta para manutenção da taxa e viés de baixa.

Maristella trabalha com cenário de manutenção da Selic em 13,75% ao ano por algum tempo. O início de um afrouxamento monetário, na visão da especialista, depende da divulgação de indicadores. " Com esse cenário de crise é difícil prever alguma coisa com prazo muito longo. "
A decisão de juros acontece esta semana. A partir de amanhã, os integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom) estarão reunidos e, na quarta-feira, o resultado será apresentado.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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