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Boeing vê oportunidade para latino-americanos em crise aérea dos EUA

SÃO PAULO - A crise na indústria de transporte aéreo nos EUA e os altos preços do petróleo podem, segundo a fabricante Boeing, criar oportunidades para empresas aéreas da América Latina. Companhias da região, que utilizam aeronaves muito antigas e ineficientes, poderiam ser o destino de vários aviões usados, mas relativamente mais novos, que estão deixando de ser operados pelas empresas dos EUA, afetadas pela crise no setor e pela forte pressão de custos no país.

Valor Online |

Segundo o diretor de Marketing para as Américas da Boeing Aviões Comerciais, Michael Barnett, muitas companhias norte-americanas estão reduzindo capacidade com a retirada de aeronaves mais antigas de suas frotas. Esses aviões, porém, embora ineficientes em relação aos modelos atuais, são mais econômicos que muitos aparelhos utilizados em companhias aéreas latino-americanas.

"A retirada de aviões mais antigos das frotas nos EUA dá a chance para que empresas da América Latina tenham acesso a aviões mais eficientes do que aqueles que utilizam", afirma. Com o aumento no custo do combustível, decorrente dos novos e mais altos patamares de preço do petróleo, qualquer ganho de eficiência é bem-vindo, diz ele. "E, com os novos modelos à disposição, o custo de aquisição desses aviões usados intermediários tem caído muito", acrescenta.

A Boeing, de certa forma, incluiu essa avaliação em sua previsão de mercado para os próximos 20 anos. Enquanto na projeção mundial, acredita que cerca de 43% dos novos aviões a serem adquiridos no mundo nesse período serão utilizados para substituir aparelhos mais antigos, essa proporção cai drasticamente na América Latina. Para a Boeing, menos de um quarto dos 1700 aviões novos que a região vai adquirir nos próximos 20 anos irão substituir aparelhos antigos. "Muitos aviões antigos serão trocados por aparelhos usados - mas mais novos - e o restante deverá ser retirado de operação ou transformado em cargueiros", afirma Barnett.

A demanda na região por aviões novos, porém, não tem sido afetada, explica o executivo. Isso se traduz na redução da idade média da frota latino-americana, que hoje está pouco acima de 15 anos - contra média mundial de 12,4 anos. No Brasil, a situação é melhor, reflexo da expansão das frotas novas de TAM e Gol. A idade média da frota brasileira, segundo a Boeing, é de 12,1 anos.

"O perfil das frotas da América Latina está mudando, com a idade baixando à medida que mais aviões novos são incorporados. Neste ano, 25% da frota latino-americana é composta de aeronaves mais antigas, contra 54% em 2000", afirma Barnett.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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