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Boeing projeta mercado para 29,4 mil novos aviões, com valor de US$ 3,2 trilhões, até 2027

SÃO PAULO - As companhias aéreas vão precisar, nos próximos 20 anos, de 29,4 mil novos aviões (passageiros e carga) para sustentar suas operações. O valor total desse mercado é de US$ 3,2 trilhões, segundo a fabricante norte-americana Boeing.

Valor Online |

A previsão da empresa mostra que, em unidades, a maior demanda será por jatos de corredor único com menos de 90 assentos: 19,1 mil aparelhos, ou 65% do total de aeronaves que serão vendidas até 2027. Em valores, porém, o segmento mais importante será o de aviões de fuselagem larga e até 400 assentos. Embora a demanda prevista pela Boeing seja por 6,7 mil aparelhos desse tipo, seu valor total será de US$ 1,47 trilhão, contra US$ 1,36 trilhão que serão movimentados com a aquisição de equipamentos de corredor único.

Nos últimos anos, as companhias aéreas atenderam o crescimento na demanda com mais freqüências e destinos, não com aviões maiores, afirmou o vice-presidente de marketing da Boeing, Randy Tinseth. Segundo ele, a companhia acredita que essa tendência na indústria deve continuar no futuro, o que corrobora a decisão da Boeing de não investir em aviões muito grandes, como o A380, da rival européia Airbus.

A maior parte da demanda nos próximos 20 anos será por aviões de corredor único, como o 737. Em unidades, eles correspondem a 65% do total, afirma o executivo.

Segundo ele, um segmento que deverá encolher nos próximos anos é o de aviões regionais - principal mercado da brasileira Embraer. Tinseth acredita que o aumento nos custos com combustíveis e as pressões ambientais levarão ao fim da era do jato de 50 lugares. O estudo da Boeing mostra que a empresa espera que os aviões regionais, que representavam 17% (3160 aparelhos) da frota mundial no ano passado, corresponderão a apenas 7% (2630 unidades) do total de aeronaves em operação em 2027.

Vamos ver até 2027 uma mudança no tamanho dos aviões, com as operadoras regionais trocando os aparelhos de 50 assentos pelos de 70 lugares, e esses pelos com capacidade para 100 ou mais pessoas. Isso também ocorrerá no segmento de aeronaves de corredor único, afirma Tinseth.

No total, a Boeing acredita que a demanda mundial por novos aviões regionais - área em que não atua - será por 2510 aparelhos, ou apenas 9% do total. Em valor, essas aeronaves movimentarão US$ 80 bilhões, 2% da expectativa de giro com a compra de aviões nos próximos 20 anos.

A empresa ainda acredita que, no segmento de aeronaves muito grandes, com mais de 400 assentos (categoria composta apenas pela sua família 747 e pelo Airbus A380), a demanda será por 980 aviões. Embora seja um segmento pequeno em número de unidades, é significativo em valores, diz o executivo. Segundo a Boeing, esses 980 aparelhos têm valor total de US$ 290 bilhões, ou 9% da demanda total em dinheiro.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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