SÃO PAULO - A Boeing está próxima de evitar a paralisação de uma segunda categoria de trabalhadores, o que poderia prejudicar ainda mais sua operação, que já sofre com uma greve iniciada por seus metalúrgicos há 46 dias. Depois de um encontro com representantes do sindicato dos engenheiros aeronáuticos (SPEEA, na sigla em inglês), ambos os lados pareciam animados com os resultados, relata o jornal Everett Herald, da cidade de Everett, onde fica a fábrica da Boeing.

"Tivemos uma conversa muito mais substanciosa nessa reunião de duas horas do que tivemos com a Boeing desde que os comitês (de negociação) começaram a se reunir há oito meses", disse o diretor-executivo do SPEEA para a região, Ray Goforth.

Quando os metalúrgicos filiados à AIM iniciaram sua greve, em setembro, a SPEEA havia oferecido apoio público à causa de seus colegas de Boeing.

No total, 22,3 mil engenheiros e técnicos são filiados à SPEEA em quatro estados dos EUA. O acordo de trabalho vigente para essa categoria na Boeing vence no próximo dia 1º de dezembro. As reuniões oficiais devem começar no dia 28 deste mês e, no dia 11 de novembro, a fabricante deverá entregar sua oferta final.

De acordo com a AIM, a paralisação de seus filiados já custou cerca de US$ 3,8 bilhões à Boeing na forma de multas por atrasos na entrega de aeronaves e relacionados a contratos de venda de aviões não concretizados.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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