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Boeing e sindicalistas chegam a acordo e greve pode ser suspensa

SÃO PAULO - Após 53 dias, a greve dos metalúrgicos da Boeing pode ter chegado ao fim. A fabricante e o sindicato representando 27 mil funcionários entraram em acordo sobre um novo contrato de trabalho com duração de quatro anos.

Valor Online |

O acordo é válido para trabalhadores das unidades da empresa nos estados americanos de Washington, Oregon e Kansas. O sindicato que representa esses trabalhadores recomendou que o contrato seja aceito, mas ele ainda deve ser aprovado pelos próprios funcionários.

Segundo o próprio sindicato, o prejuízo da Boeing com a paralisação ficou próximo dos US$ 4 bilhões, entre contratos não fechados e multas por atrasos nas entregas. A fabricante, que na semana passada divulgou seus resultados do terceiro trimestre, afirmou que suas metas para o ano deverão ser modificadas, mas que isso só será feito após o fim da paralisação.

Por conta da greve, pelo menos um dos principais projetos da companhia foi afetado significativamente: o do 787 Dreamliner. O primeiro vôo de teste desse novo avião, que deveria ocorrer ainda neste ano, só deve ser feito no início de 2009 por conta da paralisação. Isso se soma aos quase dois anos de atraso que o programa já acumula por problemas com fornecedores.

Segundo a Boeing, o acordo foi alcançado com uma modificação na linguagem do contrato de trabalho oferecido aos funcionários. Os representantes sindicais aceitaram a nova redação, que para eles garante os pontos principais que reivindicavam da fabricante para um acordo: estabilidade de emprego, de pagamentos e benefícios. A oferta, conforme a Boeing, garante aumentos salariais e de pensão em todos os anos em que estiver vigente e também que não irá aumentar o valor descontado de cada funcionário para financiar parte do programa coletivo de saúde.

"Essa é uma oferta ótima, que recompensa os empregados por sua contribuição a nosso sucesso ao mesmo tempo que preserva nossa capacidade para competir", afirmou o presidente e executivo-chefe da divisão comercial da Boeing, Scott Carson. "Agradeço ambos os times de negociadores e o mediador federal por seu trabalho duro e comprometimento em chegar a esse acordo. Reconhecemos a dificuldade que uma greve cria para todo mundo - nossos clientes, fornecedores, empregados, a comunidade e a companhia - e esperamos contar com todo nosso time novamente", concluiu.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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