Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

BoE: Reino Unido parece estar entrando em recessão

O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, o banco central inglês), Mervyn King, disse hoje que a economia britânica parece estar entrando em recessão e que será necessário um esforço prolongado e lento para trazer o crescimento econômico do país a um ritmo normal. Para King, o BoE precisa focalizar seus esforços não na inflação atual preocupantemente elevada, mas em sua perspectiva para o médio prazo, quando o aperto do crédito e os preços das matérias-primas (commodities) se fizerem sentir.

Agência Estado |

As declarações de King indicam uma mudança em sua visão sobre a perspectiva da economia e sinalizam a abertura da possibilidade de novas reduções na taxa básica de juros da Inglaterra, atualmente em 4,5% ao ano, no curto prazo. Em agosto, no mais recente relatório do BoE sobre a inflação, ele dizia que o crescimento da economia provavelmente ficaria estável, embora admitisse a possibilidade de um trimestre ou dois de contração.

"A combinação de aperto nos salários reais e declínio na disponibilidade de crédito traz o risco de uma desaceleração aguda e prolongada na demanda doméstica. De fato, agora parece que a economia do Reino Unido está entrando em uma recessão", disse King.

Sobre a turbulência dos mercados, o presidente do BoE afirmou que "estamos longe do fim do caminho de volta para a estabilidade, mas acredito que o plano para recapitalizar nosso sistema bancário, tanto aqui como no exterior, será visto como o momento em que a crise bancária do último ano virou". Ele ressalvou que levará tempo para que os níveis normais de concessão de crédito se normalizem e que não se pode partir da premissa de que os problemas em outras áreas do sistema financeiro e em algumas economias emergentes não terão de ser enfrentados antes que a crise esteja realmente encerrada.

King reafirmou que o comitê de política monetária do BoE "precisa continuar a fixar a taxa básica de modo a cumprir a meta de inflação de 2%, não no próximo mês ou no seguinte, mas mais à frente, quando o impacto dos acontecimentos recentes, tanto na oferta de crédito como nos preços mundiais das commodities, terão sido sentidos na economia. Este é o momento para reforçar, não abandonar, nosso compromisso com a estabilidade". Ele acrescentou que o BoE "vai agir prontamente para assegurar que a inflação continue na via de ficar dentro da meta". As informações são da Dow Jones.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG