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NOVA YORK, 20 de outubro (Reuters) - O Bank of New York Mellon, um grupo de gestão de ativos e serviços, anunciou prejuízo líquido no terceiro trimestre em meio a maiores provisões de perdas com empréstimos. Mas sem considerar itens extraordinários, o lucro do banco ficou acima do esperado.

A instituição informou nesta terça-feira que obteve prejuízo líquido de 2,5 bilhões de dólares, ou 2,05 dólares por ação incluindo itens, no terceiro trimestre, contra lucro de 303 milhões de dólares, ou 0,26 dólar por ação, no mesmo período um ano antes. Considerando-se operações contínuas, o prejuízo foi de 2,04 dólares por ação.

Excluindo perdas com garantia de investimentos e outros itens, o banco lucrou 0,54 dólar por ação. Na mesma base, analistas previam ganho de 0,48 dólar por ação, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

A receita, sem considerar perdas com garantias, subiu para 3,3 bilhões de dólares, ante 3,2 bilhões de dólares. As provisões de perdas com crédito saltaram para 147 milhões de dólares, contra 23 milhões de dólares.

As ações do BNY Mellon eram negociadas a 28 dólares no pregão eletrônico da bolsa de Nova York, exibindo alta de 2,8 por cento em relação ao preço de fechamento de 27,23 dólares na segunda-feira.

Como outros bancos e seguradoras, o Bank of New York Mellon, focado na prestação de serviços para clientes institucionais e na gestão de ativos, tem sido afetado por perdas com dívidas complexas e investimentos ligados a hipotecas durante a crise financeira.

A instituição afirmou que está reestruturando 8,5 bilhões de dólares dos seus investimentos na tentativa de reduzir o risco neste portfólio.

"Nós tiramos vantagem da recente firmeza dos mercados de renda fixa ao vender ou reconhecer perdas em uma porção significativa do nosso portfólio de investimentos", disse o presidente-executivo do banco, Robert Kelly.

O Bank of New York Mellon pagou 136 milhões de dólares em agosto para resgatar garantias do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos para comprar suas ações.

As garantias, que deixariam o governo comprar 14,5 milhões de ações, foram emitidas por meio do Troubled Asset Relief Program (Tarp, na sigla em inglês).

Em junho, o Bank of New York Mellon comprou de volta 3 bilhões de ações preferenciais que emitiu ao governo.

(Reportagem de Christopher Kaufman)

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