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BNDES volta a dizer que ajudará empresas

O diretor de Planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), João Carlos Ferraz, informou ontem que a instituição poderá antecipar recursos para empresas que tiveram problemas com derivativos cambiais. No entanto, explicou, desde que o dinheiro seja usado para projetos de investimentos e que as questões cambiais e com o mercado sejam esclarecidas antes.

Agência Estado |

"Deixa ver como elas (as empresas) vão travar suas posições cambiais, que acertem suas posições com o mercado. Deixa que elas tomem decisões e, a partir daí, vão sentar com o BNDES, e nós avaliaremos seu plano de negócios, o seu plano de investimentos, e o que está associado a isso", afirmou.

Ele tentou harmonizar, assim, declarações aparentemente contraditórias do presidente do banco, Luciano Coutinho, a favor da liberação de recursos para as companhias nessa situação, e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o governo não vai socorrer empresas.

"Nós anteciparemos recursos se forem necessários para um calendário de investimentos de empresas que estão com programa de investimentos", disse Ferraz. Segundo ele, "as empresas que tomaram decisões com relação a investir o seu caixa em câmbio devem ter responsabilidades sobre isso". Para Ferraz, as empresas devem esclarecimentos ao mercado e a seus acionistas. "Uma vez que sua situação, que sua relação com o mercado esteja esclarecida, aí o BNDES entrará."

O diretor enfatizou que, na liberação de recursos do BNDES, serão consideradas as especificidades de cada caso e cada projeto. Ele não citou o nome das companhias, mas Sadia, Aracruz e Votorantim informaram prejuízos com operações de derivativos cambiais.

Ferraz também destacou o sucesso do leilão de cinco rodovias estaduais em São Paulo na quarta-feira, em que houve competição e o deságio chegou a mais de 50% em uma delas. Para ele, é uma evidência de que os investimentos continuam, apesar da crise. Para ele, "os movimentos da Bolsa não têm nenhuma explicação de subidas e descidas, e não só no País". Ele admite que, com esse ambiente de alta volatilidade, decisões de investimento estão sendo reavaliadas em função da crise. Ele enfatizou, porém, que há projetos que devem se manter, principalmente de investimento de alto retorno e baixo risco e em infra-estrutura, como é o caso das rodovias.

Para Ferraz, a taxa de investimento do País (formação bruta de capital fixo/PIB) não deve cair. Ele prevê que a expansão do investimento deve continuar superior à do PIB neste ano e no próximo, como vem ocorrendo nos últimos anos, embora reconheça que deve haver desaceleração na atividade econômica. Ferraz participou da 4ª Jornada de Estudos de Regulação no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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