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BNDES vai ter mais R$ 6,2 bilhões

O caixa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve ganhar reforço de até R$ 6,2 bilhões nas próximas semanas. O dinheiro virá dos recursos que bancos são obrigados a recolher junto ao Banco Central (BC), o chamado depósito compulsório.

Agência Estado |

A ajuda ocorre em meio à crise financeira, que tem levado mais empresas a procurar crédito do BNDES e, ao mesmo tempo, tem dificultado a captação de recursos pelo banco de fomento. O dinheiro deve ser destinado principalmente ao capital de giro de pequenas e médias empresas e empréstimos para exportações. A medida havia sido anunciada há alguns dias pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A partir de agora, bancos poderão alocar até 70% do depósito compulsório sobre depósitos a prazo - como os CDBs - no banco de fomento. Há expectativa de que essa aplicação no BNDES renda juros de mercado como o CDI, principal referência do segmento de renda fixa. Os depósitos devem ter prazo entre seis e 18 meses.

"A medida complementa as ações do BC no sentido de melhorar a distribuição de recursos do sistema financeiro nacional e as condições do mercado de crédito para pequenas e médias empresas", disse, em nota, o BC. Segundo a circular da autoridade monetária, bancos têm, ainda, a opção de destinar até 20% dos recursos liberados para a compra de operações de outra instituição financeira, como carteiras de crédito.


No início do mês, Mantega anunciou que seriam liberados até R$ 10 bilhões para o BNDES. Na ocasião, afirmou que o BNDES deve destinar os novos recursos para empresas, mas o governo iria priorizar a alocação dos recursos para alguns segmentos específicos.

Ontem, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin,disse que outros R$ 5 bilhões que estão sendo negociados com o Banco Mundial para capitalizar o BNDES só devem chegar ao Brasil no primeiro semestre de 2009. Segundo ele, o contrato deve ser fechado este ano.

Essa outra operação de reforço de caixa do BNDES foi anunciada na semana passada pelo ministro da Fazenda. A autorização para que a União possa tomar esse empréstimo será incluída na medida provisória que trata da renegociação dos débitos tributários federais e deve ainda ser publicada no Diário Oficial da União. Segundo Mantega, os recursos do Banco Mundial devem ser emprestados sobretudo para empresas exportadoras.

O valor destinado ao banco de fomento faz parte do pacote de R$ 24 bilhões que o governo anunciou em 6 de novembro para manter a economia aquecida e minimizar o efeito da crise financeira internacional. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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