O governo federal encomendou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em regime de urgência, um programa especial de financiamento para capital de giro. A linha de crédito ainda não está totalmente formatada, mas a idéia é não haver limitação pelo porte da empresa.

O volume de recursos envolvido será de, no mínimo, R$ 3 bilhões e pode chegar a R$ 9 bilhões.

A estimativa inicial é de que em até duas semanas o programa já esteja disponível, para socorrer grupos empresariais que se descapitalizaram por causa da crise. O BNDES está estabelecendo um teto para a liberação dos recursos.

De acordo com fontes, o limite pode ser insuficiente para a necessidade de empresas grandes, mas será uma forma de reduzir o risco do banco e de pulverizar a oferta adicional de recursos. De início, poderia ser algo em torno de R$ 15 milhões, para solucionar ou atenuar problemas de liquidez de curto prazo.

O financiamento ao capital de giro não é uma vertente convencional do BNDES, que atua mais com liberação de recursos para projetos industriais, exportação de bens e serviços e ampliação de capacidade. Em 2004, o banco lançou uma linha específica para financiar o giro (recursos disponíveis em caixa para despesas de curto prazo), mas voltada especificamente a empresas de pequeno e médio portes, em operações atreladas à criação de empregos.

O Programa de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade de Geração de Emprego e Renda (Progeren) tinha prazo definido de funcionamento e termina em dezembro deste ano. Até setembro, foram liberados pelo programa R$ 1,008 bilhão e o orçamento disponível até o fim do ano é de R$ 289 milhões.

É um dinheiro caro, com remuneração pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP, que está em 6,25% ao ano) mais 3% ao ano, além da remuneração às instituições financeiras que atuam como agentes e podem cobrar até 4% ao ano. O prazo para pagamento ao banco é pequeno, de dois anos, com até um ano de carência.

Ainda não está decidido se as taxas e prazos para empréstimo do novo programa para capital de giro seguirão os mesmos moldes do Progeren. Mas, certamente, o programa será mais abrangente e atenderá, inclusive, a algumas empresas quer perderam caixa por causa da desvalorização cambial. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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