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BNDES vai financiar 70% de Belo Monte

O BNDES deve financiar diretamente 70% da Hidrelétrica de Belo Monte, orçada pelo governo em R$ 19 bilhões. O banco assumirá o risco por R$ 13,5 bilhões do investimento, o limite máximo permitido para empréstimo a um único projeto, de acordo com seu atual patrimônio de referência.

AE |

O BNDES deve financiar diretamente 70% da Hidrelétrica de Belo Monte, orçada pelo governo em R$ 19 bilhões. O banco assumirá o risco por R$ 13,5 bilhões do investimento, o limite máximo permitido para empréstimo a um único projeto, de acordo com seu atual patrimônio de referência. O BNDES marcou para hoje a divulgação das condições do financiamento do projeto. Segundo fontes ouvidas pelo Estado, o maior diferencial será uma linha inédita para a aquisição dos equipamentos pesados, como turbinas e transformadores, que representam um custo entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões, de acordo com cálculos do banco. A aquisição dos bens de capital será feita com taxas do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) que reduz os juros à metade. O prazo de pagamento foi fixado entre 25 e 30 anos, três vezes mais do que o período máximo já delimitado pelo banco até hoje (dez anos). Os benefícios especiais fazem parte do esforço do governo para atrair candidatos ao leilão. Até ontem, só o consórcio liderado pela Andrade Gutierrez havia sido constituído. Apesar de integrantes do governo cogitarem a inscrição de três grupos, internamente no BNDES já será considerada uma vitória a eventual entrada de um segundo consórcio, que teria entre seus integrantes o fundo de pensão da Caixa Econômica (Funcef). Também o prazo de pagamento do empréstimo para a construção foi estendido para 30 anos, 5 mais do que o das duas grandes usinas do Rio Madeira. As condições gerais devem permanecer basicamente as mesmas das oferecidas para aquele complexo hidrelétrico (TJLP, hoje em 6% ao ano, mais 0,5% e taxa de risco de crédito entre 0,5% e 2,5%). Mas a equipe técnica do banco calcula que o barateamento na aquisição das máquinas altere a estrutura do financiamento, reduzindo o custo geral em torno de 30%. As normas especiais de empréstimo serão aplicadas apenas aos equipamentos com índice de nacionalização de 60%, exigência do Finame. Ontem, o presidente da instituição, Luciano Coutinho, admitiu que o banco "estaria um pouco atrasado" na divulgação das regras do empréstimo, já que o leilão - suspenso ontem por liminar judicial - estava previsto para terça-feira. "Estamos atrasados porque quisemos aperfeiçoar estas condições. E queremos que estas condições sejam melhores do que as de projetos anteriores", resumiu. O diretor de Infraestrutura do BNDES, Wagner Bittencourt, explicou que, no caso de grandes financiamentos diretos, o banco está amarrado por regras gerais, como o limite de 25% do patrimônio de referência (R$ 54 bilhões) para um único projeto. Desembolsos. Investimentos de longo prazo, especialmente em infraestrutura, elevaram os desembolsos do BNDES em 42,5% no primeiro trimestre, ante igual trimestre de 2009, para R$ 25,5 bilhões. As aprovações também subiram, 31%, atingindo R$ 25,6 bilhões. Mas, no mesmo período, o banco teve queda de 21% nas cartas consultas, que atingiram R$ 45,3 bilhões. As cartas são o primeiro passo para pedido de financiamento do BNDES. Além disso, as liberações para indústria também caíram, 1,8% ante o primeiro trimestre do ano passado, para R$ 7,7 bilhões. Para o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o banco apresentou um bom resultado. "Foi um desempenho firme", afirmou. Ele citou o setores de infraestrutura, cujos desembolsos cresceram 46,4%, para R$ 9,9 bilhões; de comércio e serviços, cujas liberações subiram 149,0%, para R$ 5,2 bilhões.

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