O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que vai dobrar o valor de sua participação em fundos de investimento. Hoje, o banco investe R$ 1,5 bilhão em 31 fundos de investimento e aprovou investir mais R$ 1,5 bilhão em dez novos fundos.

Os novos serão oito fundos de investimento em participação (FIP - private equity), em que a instituição investirá no máximo 20% do total, e dois em fundos de empresas emergentes, os chamados fundos de venture capital, em que o limite é de 25% do patrimônio.

Até o dia 11 de agosto o banco recebe proposta de gestores para a seleção dos três primeiros FIP a serem criados: um de agronegócios, um de etanol e geração de energia por biomassa (por bagaço de cana ou biodiesel, por exemplo) e um para empresas de qualquer setor, mas voltadas para melhorar a governança. Ainda não há decisão sobre qual o perfil dos demais sete fundos nem data para iniciar a seleção deles, embora o prazo máximo para a escolha dos gestores esteja fixado em 24 meses.

Os 31 fundos atuais, dos quais sete estão ainda em fase de contratação, possuem patrimônio comprometido somado de R$ 7,4 bilhões. "Já estivemos em 38 fundos, de cinema a seed capital (capital semente, para empresas promissoras em estágio inicial), mas alguns já foram liquidados", informou o chefe do Departamento de Fundos do BNDES, Eduardo Klingelhoefer de Sá, em entrevista coletiva à imprensa na instituição.

Esses fundos do BNDES já investiram em mais de 110 empresas de vários setores e portes. Nem todas deram certo. Sá explica, porém, que isso já é previsto. "Faz parte do negócio perder em uma e ganhar em outras. O importante é ver o retorno do portfólio", afirmou. Ele citou que alguns fundos já deram retorno de Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) mais 20%.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.