Os investimentos em petróleo e gás, energia elétrica e infraestrutura terão financiamento garantido no Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Não faltarão recursos”, disse ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao anunciar que o Tesouro Nacional injetará R$ 100 bilhões adicionais no banco.

O reforço ao caixa da instituição foi antecipado com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo na terça-feira. Ele ataca o problema central criado pela crise financeira: a falta de crédito.

“É o maior volume que já colocamos à disposição do BNDES”, disse Mantega. “É uma medida importante para garantir todo o crédito necessário ao investimento do País em 2009.” O BNDES acredita que o repasse será suficiente para atender às necessidades de recursos em 2009 e em boa parte de 2010.

A expectativa do governo é que o crédito farto, e com custo reduzido, rebata a onda de pessimismo que tomou conta do setor produtivo e cortou empregos e projetos de expansão. A Petrobras anuncia hoje seu plano de investimentos. Mantega assegurou que não faltará dinheiro para implantá-lo, mas não confirmou nem desmentiu que o BNDES teria reservado R$ 20 bilhões para a estatal. Tampouco haverá dificuldades para os projetos privados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), segundo garantiu o ministro. “É assim que enfrentamos a crise mundial.”

A criação de empregos será uma condição para a liberação dos empréstimos. “Investimento é sinônimo de emprego.” O aporte adicional ao banco é parte do conjunto de medidas anticrise. Há outras providências a caminho, como novos estímulos à construção civil e uma versão ampliada do PAC. O ministro reafirmou a meta - “não é projeção” - de crescimento de 4% este ano.

Segundo Mantega, o BNDES tem um plano de financiamentos de R$ 116 bilhões para 2009. Para concretizá-lo, precisava de R$ 50 bilhões extras. “Estamos dando R$ 50 bilhões e mais R$ 50 bilhões. Portanto, a disponibilidade é de R$ 166 bilhões, e com isso o banco poderá não só viabilizar projetos em carteira, como também outros.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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