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BNDES tem reforço de R$ 40,5 bi e deve retomar captações no exterior

O reforço de caixa que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu do governo desde de novembro do ano passado, no empenho para garantir financiamento a empresas nacionais, somou R$ 40,5 bilhões e pode representar quase metade dos recursos liberados pelo banco em 2008. O volume exato de desembolsos no ano passado ainda não foi divulgado, mas deve ficar acima de R$ 90 bilhões, dos quais em torno de R$ 50 bilhões vieram de recursos próprios.

Agência Estado |

Somente do Tesouro Nacional o BNDES obteve R$ 27,5 bilhões, dos quais R$ 22,5 bilhões já saíram do caixa, na forma de empréstimos. Os restantes R$ 5 bilhões já estão contabilizados nas provisões do banco para 2009. Outros R$ 6 bilhões vieram do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), numa operação envolvendo títulos públicos chamados CVS (oriundos do Fundo de Compensações Salariais - FCVS, do antigo Sistema Financeiro da Habitação). Por fim, no dia 29 de dezembro, entraram no caixa mais R$ 7 bilhões do Fundo de Investimentos (FI) do FGTS.

"Foi inacreditável, uma verdadeira emoção praticamente no último dia útil de 2008", brinca Maria Isabel Aboim, superintendente da Área Financeira do BNDES. Ela comenta que, historicamente, os desembolsos do banco são quase integralmente garantidos pelo retorno de caixa próprio. Captações extras não chegavam a representar 20% da participação no funding. No ano passado, depois de sete anos de ausência no mercado externo, o BNDES voltou a captar e, pela primeira vez em sua história, emitiu Certificados de Depósitos Bancário (CDBs).

A excepcionalidade do ano passado - causada pelo agravamento da crise financeira internacional num momento de forte investimento da indústria doméstica - deve se repetir este ano, estima ela. "O comportamento em 2008 foi algo totalmente inusitado, uma situação nova. Tudo está indicando que o mesmo comportamento se repetirá em 2009. A demanda continua forte e o que estamos vendo é uma repetição de padrão."

Ela não descarta o retorno do BNDES ao mercado externo, até para "abrir caminho" para empresas brasileiras no exterior, num efeito semelhante ao que o governo obtém com operações do Tesouro no lançamento de papéis da dívida.

"O BNDES não deve depender desse tipo de captação para o funding este ano porque isso é muito incerto. Mas o banco deve, sim, acessar este tipo de mercado. É muito importante estrategicamente diversificar as fontes", diz Maria Isabel. Mas, considerando as necessidades de volumes, que são relevantes, "o BNDES não pode depender de mercados que hoje abrem e depois fecham", ponderou.

Neste primeiro semestre, o caixa do banco vai ganhar reforço extra com a entrada de recursos negociados com organismos multilaterais. O banco passou, no fim do ano passado, por um intenso período de negociações com o Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento, além do Eximbank japonês, JIBC. Ontem, o banco anunciou a liberação de US$ 250 milhões pela instituição japonesa.

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