Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

BNDES só ajudará empresa em dificuldade em relação a seus projetos

RIO - A atuação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em relação às empresas em dificuldades financeiras devido a maus resultados em operações de derivativos só vai acontecer no âmbito dos projetos de investimentos contratados por essas companhias. O diretor de Pesquisa Econômica, Planejamento e Gestão de Risco do BNDES, João Carlos Ferraz, afirmou que o banco de fomento pode até antecipar recursos para esses projetos, mas que possíveis medidas só serão analisadas depois que as empresas resolverem as questões pendentes em relação às perdas em operações financeiras.

Valor Online |

"Vamos discutir o caso dessas empresas à luz de seus projetos de investimento. Elas têm uma agenda com relação ao mercado, com seus acionistas, que deve ser esclarecida. Uma vez que a sua relação como o mercado esteja esclarecida, aí é que o BNDES entrará", frisou Ferraz, que participou hoje da 4ª Jornada de Estudos de Regulação, na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no Rio.

Ferraz fez questão de ressaltar que o BNDES só antecipará recursos às empresas que tiverem programas de investimentos.

"As empresas que tomaram decisões com relação a investir o seu caixa em câmbio devem ter responsabilidade sobre isso", reforçou.

Apesar de garantir que cada caso será estudado em separado pelo BNDES, Ferraz não quis tocar em casos específicos de companhias que tiveram perdas com derivativos e possuem contratos de financiamento para projetos com a instituição de fomento.

"Acho que neste momento a cautela diz que é melhor a gente esfriar esse tema, dado a situação que nós estamos no país", disse. "É mais importante sair do caso da empresa A, da empresa B, da empresa C e começar a discutir como o país pode se defender de um contexto internacional complexo", acrescentou.

Segundo o diretor - que considerou prudente a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de manter a taxa básica de juros inalterada em 13,75% ao ano - até o momento o banco de fomento não identificou uma mudança nas consultas para investimentos devido à turbulência financeira internacional.

"É muito cedo ainda para a gente poder perceber se há mudança ou não, porque as consultas têm a ver com decisões de investimento de longo prazo e vão além do período 2009-2010. Nós não conseguimos sentir ainda uma mudança significativa no padrão de consultas", explicou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG