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O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse ontem que o banco apoia a união das operações das empresas de etanol Brenco e ETH Bionergia, controlada pelo grupo Odebrecht, por criar uma empresa forte no setor de energia renovável. O executivo afirmou que a BNDESPar, empresa de participações do banco que detém quase 21% do capital da Brenco, continuará sócia do novo negócio, mas não detalhou como ficará a participação acionária com a fusão das operações das duas empresas.

"Permaneceremos sócios. Na medida em que outros sócios aportem capital na empresa, o BNDES também aportará, numa escala moderada. O importante é viabilizar uma nova empresa de grande escala no setor, num padrão elevado de sinergia e eficiência na produção de etanol", disse Coutinho. Ele acrescentou que ainda é cedo para dizer se a nova empresa terá capacidade de se internacionalizar. "Permitirá o aparecimento de mais um grande player de capital nacional no setor. Nos parece um processo interessante e meritório." Coutinho destacou o fato de as duas empresas terem projetos de expansão de plantas.

Embora não tenha falado em cifras, Coutinho confirmou o financiamento do banco ao projeto de expansão da ETH, que, segundo ele, foi acertado antes da união. Em 2008, o banco havia anunciado também um financiamento de R$ 1,2 bilhão para o projeto de expansão da Brenco.

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