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BNDES garante empréstimo-ponte para leilão das linhas do Madeira

RIO - O leilão das linhas de transmissão das usinas do rio Madeira, marcado para 26 de novembro, será o primeiro a contar com as linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empréstimos-ponte. De acordo com o presidente da instituição, Luciano Coutinho, o custo do financiamento será de 14,5% mais 1,3% de spread básico, acrescidos de spread de risco, que varia de 0,46% a 3% ao ano de acordo com o projeto. O prazo de quitação do empréstimo será de 18 meses.

Valor Online |

Coutinho frisou que o objetivo do banco é garantir fôlego às empresas que participarão dos leilões em um momento em que a liquidez internacional encontra-se muito reduzida. As linhas de empréstimos-ponte valerão para os leilões federais e poderão se estender além do fim do ano, enquanto durar a crise internacional.

"A linha será feita a custos de mercado e apenas oferecerá conforto para que os leilões se realizem com competição muito firme, resultando em tarifas módicas que beneficiem a sociedade brasileira e o sistema empresarial brasileiro como um todo", disse Coutinho.

"Mas esperamos que isso seja um processo transitório e que o sistema bancário possa outra vez desempenhar esse papel de oferecer empréstimo de curto prazo para grandes projetos, como vinha fazendo há pouco tempo", acrescentou.

O executivo revelou que, dos R$ 10 bilhões adicionais para o caixa do banco anunciados na semana passada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, R$ 2,5 bilhões devem cair nos cofres do BNDES "nos próximos dias". Estes R$ 2,5 bilhões fazem parte de um total de R$ 4 bilhões que já foram equacionados junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal.

Segundo Coutinho, os R$ 6 bilhões restantes "provavelmente" também virão de BB e Caixa, mas as discussões a respeito desses recursos ainda estão em andamento.

Segundo ele, os recursos - que terão custo de DI mais uma taxa de juros - contribuirão para fortalecer os recursos necessários não só aos empréstimos-ponte, mas também para capital de giro para empresas com projetos de investimento e para operações de pré-embarque.

Os empréstimos-ponte serão dados para empresas vencedoras de leilões federais para projetos de infra-estrutura. Como o dinheiro contratado ao BNDES para o desenvolvimento dos empreendimentos só sai depois das licenças de instalação, as empresas e consórcios vencedores costumavam ir a mercado para garantir recursos para fases iniciais, como a arrumação de canteiros de obras e compra dos equipamentos básicos.

Com o enxugamento do crédito internacional essas linhas ficaram mais raras e caras e o BNDES decidiu apoiar as empresas para garantir a competitividade nos leilões.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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