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BNDES: desembolso recorde em 12 meses não muda previsão para ano

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou R$ 143,3 bilhões nos 12 meses encerrados em fevereiro. O valor é recorde e supera em 53% o total do mesmo período anterior.

Agência Estado |

Só no mês passado, as liberações de recursos do banco cresceram 66% sobre igual mês de 2009 e chegaram a R$ 8,3 bilhões. A instituição, porém, mantém a previsão de terminar o ano com desembolsos de R$ 126 bilhões, abaixo dos R$ 137,4 bilhões do ano passado.


A diferença esperada está relacionada aos créditos concedidos no ano passado como parte do combate à crise e a um empréstimo de R$ 25 bilhões para a Petrobras. "Não está definida a liberação para a Petrobras este ano. Não está sendo considerada na previsão", informou o gerente da área de Planejamento do BNDES, Felipe Lobo.

Ele observou que, descontando a operação da Petrobras de 2009, os desembolsos do banco continuarão crescendo este ano. Outro indicador disso é o de aprovações de projetos pela instituição federal, que somaram R$ 169,1 bilhões nos 12 meses até fevereiro, com alta de 39% sobre o mesmo período anterior.

Lobo comentou também que as medidas contra a crise continuam tendo efeito nas liberações da instituição este ano. O Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que estimula a compra de máquinas e equipamentos, por exemplo, é anticrise, mas foi prorrogado e vai até junho.

Os pedidos formais de financiamentos ao banco, chamados de consultas, totalizaram nos 12 meses até fevereiro R$ 229 bilhões, com aumento de 37% sobre o mesmo período anterior.


Entre os setores, a indústria recebeu R$ 64,2 bilhões do BNDES nos 12 meses até fevereiro e a infraestrutura, aproximadamente R$ 51,5 bilhões. Os valores representam expansões das liberações da instituição para os dois setores de, respectivamente, 63% e 47% ante o período de 12 meses encerrado em fevereiro de 2009. Para o setor de comércio e serviços, o BNDES destinou R$ 19,35 bilhões (+68% em relação a igual período anterior) e, para a agropecuária, R$ 7,870 bilhões (+43%).

Os setores industriais que receberam maior volume de recursos foram alimento e bebida, têxtil e vestuário e mecânica. Só no mês passado, os desembolsos para a indústria foram de R$ 2,5 bilhões, com alta de 27,8% sobre fevereiro do ano passado.

Em fevereiro, a infraestrutura recebeu mais do que a indústria, com R$ 2,7 bilhões, expansão de 73% em relação ao mesmo mês de 2009. "Os créditos para indústria e infraestrutura têm tendência de crescimento este ano", disse Lobo.

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