Rio de Janeiro, 7 ago (EFE) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) bateu recorde de empréstimos nos últimos 12 meses terminados em junho, até R$ 78,8 bilhões, informou hoje a instituição.

O valor dos desembolsos realizados, destinados a impulsionar projetos de desenvolvimento e de infra-estrutura, aumentou 34% em comparação com o período compreendido entre julho de 2006 e junho de 2007.

Os créditos aprovados nos últimos 12 meses até junho também foram recorde e chegaram a R$ 111,8 bilhões, com um crescimento de 30% em comparação com o ano imediatamente anterior.

O organismo destacou que os recursos destinados a obras de infra-estrutura e a projetos industriais representaram 81,7% do total no último ano.

No período, ressaltou principalmente o aumento de 80% do volume de créditos destinados a obras de infra-estrutura, como estradas, ferrovias, gasodutos e linhas elétricas.

Os recursos desembolsados para projetos industriais aumentaram 5%, até R$ 31,2 bilhões.

De acordo com o BNDES, os desembolsos para a indústria se concentravam em exercícios anteriores em créditos para projetos destinados a elevar as exportações, mas as empresas estão buscando outras fontes para esses investimentos, principalmente captações no mercado internacional.

Em contrapartida, os empréstimos para projetos de investimento no mercado interno aumentaram 23% nos últimos 12 meses até junho.

Os setores industriais mais beneficiados pelos créditos do BNDES foram os de alimentos e bebidas, química, petroquímica e têxteis e confecções.

O organismo informou igualmente que os desembolsos no primeiro semestre deste ano também foram recordes e chegaram a R$ 37,9 bilhões, com um aumento de 53% frente ao mesmo período de 2007.

Do total desembolsado entre janeiro e junho, 42% foram destinados à indústria e 40% à infra-estrutura.

Os créditos desembolsados para infra-estrutura cresceram 83% no semestre e os destinados à indústria se expandiram em 43%.

Os créditos aprovados no primeiro semestre chegaram a R$ 51,2 bilhões, com um crescimento de 34%. EFE cm/db

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