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BM FBovespa: 48% das cias pré-IPO não tinham conselho administração

Das companhias que abriram o capital em 2006 e 2007, 48% não tinham conselho de administração antes da decisão da oferta pública inicial (IPO). A informação é resultado de uma pesquisa conduzida pela Gerência de Desenvolvimento de empresas da BM&FBovespa durante maio e junho de 2008.

Agência Estado |

O estudo detectou as principais carências das empresas durante o processo de abertura de capital e, após os resultados, a Bolsa decidiu que dará inicio em 9 de fevereiro às atividades de 2009 do Programa de Formação, Fortalecimento e Consolidação da Cultura de Companhia Aberta. Serão realizadas diversas atividades ao longo do primeiro semestre, quase todas elaboradas a partir do resultado de pesquisa.

Em nota, a Bolsa diz que elaborou novas atividades, todas dirigidas a sócios, acionistas e profissionais de companhias abertas e fechadas. Para esta primeira etapa do programa, já estão agendadas a realização da atividade Aperfeiçoamento em Governança Corporativa (9 e 10 de fevereiro) e Workshop Empresas: Divulgação de Informações (12 de fevereiro). Inscrições ou informações devem ser solicitadas à Gerência de Desenvolvimento de Empresas da BM&FBovespa, pelos telefones (11) 3233-2003/2004 ou e-mail novomercadobovespa@bovespa.com.br.

A pesquisa, qualitativa, reuniu 76 perguntas sobre as diversas etapas do processo de IPO, numa amostra de 25 companhias, todas com ofertas iniciais realizadas nos anos de 2006 e 2007, sendo 12 de São Paulo, 5 do Paraná, 4 do Rio de Janeiro, 3 de Minas Gerais e 1 do Rio Grande do Sul.

O resultado mostra que a ideia de abrir o capital, em 88% dos casos, partiu dos próprios acionistas. Questionadas sobre porque não consideraram a abertura de capital antes, 48% disseram que em razão de condições relacionadas à própria empresa (não tinha o porte necessário para ir a mercado; estava confortável com a situação; não se sentia preparada).

Quase metade (48%) das empresas ouvidas (12 companhias) precisou fazer alguma modificação na estrutura societária para abrir capital: seis disseram que houve uma agregação de empresas, com a consequente formação de uma holding ou a incorporação de outras empresas do mesmo grupo de acionistas, e outras seis afirmaram ter sido necessária a desagregação de empresas ou negócios não relacionados ao foco de negócios ou não valorizados pelo mercado.

Duas em cada três empresas (68%) responderam que sentiram necessidade de terem mais treinamento específico durante o processo de IPO. Considerando a respostas dessas 17 companhias, o resultado apontou que a área de relações com investidores (53%) era a mais carente de treinamentos, seguido pelos temas relacionados a governança corporativa (35%), mudança de cultura (29%) e obrigações da companhia aberta/Lei das S.A. (23%).

Das empresas pesquisadas, 19 já eram auditadas e 44% não utilizavam banco de investimento (40% usavam).D

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