Tamanho do texto

Por Daniela Machado SÃO PAULO (Reuters) - Executivos da BM&F Bovespa visitam ainda nesta semana as bolsas do Chile, de olho na expansão dos negócios pela América Latina.

Segundo uma fonte do mercado, será feito contato com a Bolsa de Comércio de Santiago, a Bolsa de Valores de Valparaíso e a Bolsa Eletrônica de Chile.

'A viagem é para fazer contatos preliminares com as três bolsas de lá. O objetivo é mais parceria do que aquisições', afirmou a fonte à Reuters, sob condição de anonimato.

A BM&F Bovespa vai oferecer às instituições no Chile suas plataformas de negociação e demais ferramentas de mercado, com o objetivo de 'formar um grande pool latino de negociações', acrescentou a fonte.

Colômbia e Peru também serão abordados pela BM&F Bovespa e, num segundo momento, o contato será com Argentina e México.

Esses países também foram citados no início do mês pelo diretor-presidente da BM&F Bovespa, Edemir Pinto, como mercados que podem ser aperfeiçoados com ajuda da bolsa brasileira.

Ao detalhar o balanço do segundo trimestre, o executivo voltou a detalhar o papel de liderança da bolsa brasileira na região, o que a tirou da 'condição de caça'.

À ocasião, Edemir Pinto evitou falar sobre a possibilidade de a instituição se tornar 'caçadora' e disse apenas que está sempre atento às oportunidades de consolidação.

A BM&F Bovespa está entre as cinco maiores bolsas do mundo, posição conquista com a integração entre Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e Bolsa de Valores de São Paulo, concluída em maio.

A instituição teve lucro líquido de 165,2 milhões de reais de abril a junho, uma queda de 6,1 por cento em relação ao mesmo intervalo do ano passado. A cifra leva em conta itens não recorrentes como as despesas com a integração e a amortização do ágio da operação.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.