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BM defende mudança para aumentar participação de emergentes no órgão

São Paulo, 8 nov (EFE) - O Banco Mundial (BM) promove uma mudança estrutural interna para ampliar a representação dos países emergentes na administração do organismo, destacou hoje uma fonte da instituição.

EFE |

"É uma proposta, a mais ampla que parte de uma direção do BM, mas a (decisão) definitiva será dos donos do banco, que são os próprios países", disse à Agência Efe o porta-voz para a América Latina e o Caribe do BM, Sergio Jellinek.

Uma reforma dos organismos do sistema financeiro internacional, que inclua uma maior participação das nações emergentes na tomada de decisões, foi defendida pelos países em desenvolvimento que participam da reunião de ministros do Grupo dos Vinte (G20) em São Paulo.

"É necessário que o sistema financeiro internacional seja repensado e que as instituições onde os emergentes não têm voz ativa sejam reformadas", disse na sexta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega, após se reunir com seus colegas de Rússia, Índia, China, África do Sul e México, em um encontro anterior ao do G20.

Essa reivindicação foi reiterada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da reunião que, entre hoje e amanhã, discutirá a crise internacional e uma possível reforma do sistema financeiro.

Jellinek destacou que, por iniciativa do presidente do BM, Robert Zoellick, esse organismo quer dar uma maior participação aos países africanos e latino-americanos em sua direção.

Nesse sentido, o ex-presidente mexicano Ernesto Zedillo (1994-2000) foi encarregado pelo Banco Mundial de apresentar um relatório sobre a "modernização", acrescentou.

"Estão sendo observadas mudanças (internas), pois, embora o mérito das nomeações sempre vá se sobressair, cargos da alta direção estão sendo ocupadas por representantes de países emergentes", assegurou Jellinek.

A reorganização do BM "fortalecerá" a instituição em momentos de crise como o atual, pois possibilitará "mais alternativas de soluções", acrescentou o funcionário.

As conclusões da reunião de São Paulo serão apresentadas na cúpula do G20 que será realizada no dia 15 deste mês em Washington.

O G20 é formado pelos países do Grupo dos Oito (Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália, França e Rússia), além de Brasil, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, China, Coréia do Sul, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Turquia, mais a União Européia (UE) como bloco. EFE wgm/db

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