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BM FBovespa anuncia novas tarifas; custo será menor para pessoa física

SÃO PAULO - A BM & FBovespa anunciou uma nova política de cobrança de tarifas nos seus serviços do mercado de derivativos, do mercado à vista de ações, de títulos de renda fixa e também de custódia e liquidação. Segundo a empresa, a idéia principal é substituir o desconto em linha que era dado para acionistas da BM & F até o dia 25 de agosto deste ano, por um novo modelo, que vai incentivar, com custos menores, os participantes mais ativos.

Valor Online |

A maioria das mudanças passará a valer a partir de 2 de fevereiro de 2009.

Segundo a empresa, existirá uma tabela base para os diversos serviços oferecidos pela empresa e uma escala de descontos que poderá chegar a 40% no caso de corretoras, a 50% para usuários diretos - DMA (Direct Market Access) e a 70% para aqueles classificados como "algoritmic traders". Esta última classe de investidor realiza as operações com maior freqüência, de forma eletrônica e automática, conforme algoritmos matemáticos, aproveitando pequenas distorções de preços nos mercados. Os detalhes sobre como funcionarão os descontos, serão "divulgados oportunamente".

A tabela base e o sistema de cobrança da BM & FBovespa são bastante complexos e específicos para os diferentes tipos de negócio e serviços utilizados. Mas, segundo a empresa, a idéia é que as mudanças tenham um efeito neutro em termos de receita. "(Haverá) manutenção dos níveis médios de preços vigentes antes da interrupção do desconto, embora individualmente alguns produtos possam ter os seus custos elevados e outros reduzidos", disse a companhia.

Para o pequeno investidor, a boa notícia é que, a partir de 3 de novembro deste ano, vai cair o custo de transação para as transações finais (que não são day trade) no mercado de ações à vista. O custo total de emolumentos destas operações cairá dos atuais 0,035% (0,027% da transação mais 0,008% da liquidação) para 0,025% (0,019% da transação mais 0,006% da liquidação). A redução valerá apenas para os investidores pessoa física e para os clubes de investimento.

Do lado negativo, haverá taxa de manutenção de contas de custódia que estejam ativas, mas que não tenham posição ou movimentação. O custo será cobrado do agente de custódia (que poderá ou não repassar ao cliente), no valor de R$ 3 por mês. A taxa de custódia sobre contas ativas seguirá em R$ 6,9 por mês.

Outro custo adicional incidirá sobre a carteira dos investidores que possuírem mais de R$ 100 mil em custódia. Haverá uma cobrança mensal de R$ 1 por ativo (código ISIN) custodiado, mais uma percentual sobre o valor médio da conta no mês.

Nas operações do Tesouro Direto, a cobrança também vai mudar e deve beneficiar o investidor de longo prazo. Haverá taxa de negociação e taxa de custódia dessas operações. Em vez da cobrança por evento, o montante será cobrado semestralmente (a não ser que haja saque), no último dia útil de janeiro e de julho. Se o montante for inferior a R$ 10, a cobrança passará a ser acumula para o semestre seguinte.

Sobre o valor de compra, haverá uma taxa de negociação de 0,10%. Outra taxa, que incidirá ao ano, será de 0,30% sobre o montante médio custodiado. A diferença, segundo a BM & FBovespa, é que o custo atual é de 0,40% ao ano durante todos os anos da aplicação. Com a mudança, ele só será de 0,40% no primeiro ano, caindo para 0,30% nos exercícios seguintes.

(Valor Online)

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