SÃO PAULO - A BM & F Bovespa, resultado da fusão da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) e da Bovespa Holding, dá mais um passo dentro do seu processo de fusão. A companhia informou que protocolou o pedido de registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com comunicado distribuído pela companhia, até que seja concluído o processo de registro e de listagem de suas ações no Novo Mercado, as ações da BM & F e da Bovespa Holding continuarão a ser negociadas sob os códigos atuais BMEF3 e BOVH3, respectivamente.

A integração das empresas foi aprovada em 8 de maio por meio de assembléia de acionistas. Pelos termos aprovados na época, a BM & F foi incorporada pela nova empresa, com uma relação de troca de ações de um para um, ou seja, para cada ação que o investidor possuir da bolsa de futuros, ele receberá uma ação da BM & F Bovespa.

Também foi aprovada a incorporação da Bovespa Holding, mas a relação de troca é diferente. Para cada ação que o investidor possuir da Bovespa ele receberá 1,42485643 ação ordinária da nova companhia. E para cada dez ações da Bovespa Holding ele receberá também uma ação preferencial resgatável da BM & F Bovespa S.A.

A ação preferencial resgatável foi o meio que as empresas encontraram para que a BM & F pague R$ 1,24 bilhão para os acionistas da Bovespa Holding de forma a compensar o seu menor valor de mercado e permitir uma fusão de iguais. As ações preferenciais serão resgatadas por R$ 17,15340847 por ação.

Na semana passada, a BM & F Bovespa definiu o seu conselho de administração. O número de conselheiros caiu de 18 para 11, algo já previsto. A presidência do órgão ficou com Gilberto Mifano, ex-diretor geral da Bovespa. Raymundo Magliano Filho, que desde 2001 estava no comando da bolsa paulista, não fará parte do conselho. Manoel Felix Cintra Neto, ex-presidente da BM & F, continua na mesa diretora.

(Valor Online)

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