Washington, 8 out (EFE).- O presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, afirmou hoje que além de uma crise financeira global, existe uma crise humanitária que fará com que o número de pessoas desnutridas suba, neste ano, para 44 milhões.

O BM estima que no final deste ano haverá 967 milhões de pessoas desnutridas no planeta como conseqüência da forte alta no preço dos alimentos e dos combustíveis.

"Muitos esquecem que também há uma crise humana em muitos países", explicou Zoellick em coletiva de imprensa, em ato prévio à Assembléia anual conjunta do BM e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que acontece neste fim de semana na capital americana.

A alta global no preço da comida e dos combustíveis afeta, sobretudo, a África, segundo um relatório publicado hoje pelo BM, que assinala que o fenômeno castiga também vários países da América Latina e do Caribe, como a República Dominicana, Guatemala, Haiti, Honduras, Nicarágua e Panamá.

Zoellick lembrou que as crises econômicas têm um impacto a longo prazo sobre a saúde e as perspectivas de futuro dos habitantes dos países mais vulneráveis do planeta.

Ele recomendou que sejam aplicados os programas já existentes de proteção social, como os que vinculam a transferência de efetivo para que as crianças das famílias que recebem ajuda se vacinem e vão à escola.

Outra das prioridades, segundo Zoellick, deve de ser a de redobrar a ajuda em nutrição às crianças e às mulheres grávidas. EFE tb/rr

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