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Blu-ray, sucessor do DVD, não decola nem nas vendas natalinas

Mesmo depois de se tornar a única referência mundial em termos de discos de alta definição, o Blu-ray, sucessor do DVD, não conseguiu se transformar no principal presente deste Natal, prejudicado pela crise e por seu preço ainda muito elevado.

AFP |

No dia 18 de fevereiro, a Toshiba jogou a toalha na batalha com a Sony para impor o formato dos discos de alta definição, abandonando o HD-DVD, o que deixou o Blu-ray da Sony como único formato em todo o mundo.

No entanto, quase um ano depois, a invasão do Blu-ray que alguns previam não se confirmou.

"Ainda é um mercado pequeno", afirma Michael Mathieu, analista do instituto de estudos GfK. "A conversão para este formato será mais longa que a que vimos em 1995-1997 com a passagem do videocassete (VHS) para o DVD", completa.

As vendas de leitores de mesa Blu-ray, se excluídos os consoles de video games PlayStation 3, ainda não decolaram: são esperadas as vendas de quatro milhões em 2008, segundo a Strategy Analytics, muito longe dos leitores tradicionais (111 milhões).

A venda de discos Blu-ray representa apenas 2% dos títulos comercializados.

"O público não é o mesmo de quando apareceu o DVD. Na época nos dirigíamos para as casas com televisão. Agora é preciso ter um monitor de alta definição para ter acesso, o que reduz o público potencial a um terço", afirma Mathieu.

Além disso, um estudo científico recente mostrou que o salto tecnológico do DVD para o Blu-ray é menos perceptível para o público que o da passagem do VHS ao DVD.

Outro fator que prejudica o desenvolvimento desta tecnologia é a atual crise econômica.

"Pensamos que o clima econômico vai frear a transição ao Blu-ray", destaca Helen Davis, diretora do departamento de vídeo da britânica Screen Diges.

"As pessoas adiarão a compra, a não ser que o leitor de DVD tiver problemas. E mesmo neste caso vão preferir gastar 50 euros em um leitor clássico", explica.

Os players Blu-ray, que também são capazes de ler os "antigos" DVD, ainda são muito caros: na Europa custam a média de 300 euros (420 dólares), mais que o dobro do que custam nos Estados Unidos (200 dólares). No Brasil, o aparelho não sai por menos de 2.000 reais.

Segundo os analistas, o ano de 2009, o primeiro desde a supremacia do Blu-ray, deve ser determinante para o futuro desta tecnologia.

"O mercado deve mais que dobrar", prevê o secretário-geral da associação Blu-ray Partners France, Arnaud Brunet.

"Já constatamos uma aceleração, especialmente nos Estados Unidos, onde títulos como "Homem de Ferro" e "Cavaleiro das Trevas" já registram recordes de vendas", acrescenta.

Os novos meios de distribuição de filmes, como o vídeo pré-pago, não constituem, segundo Brunet, uma ameaça imediata.

"Os consumidores ainda são muito apegados ao suporte físico", afirma.

No entanto, a Toshiba, grande perdedora da guerra dos formatos de alta definição e, portanto, obrigado a fazer uma mudança radical em sua estratégia, esta "desmaterialização" é uma evolução inevitável.

"Tenho a impressão (de que o Blu-ray) não é mais que uma etapa", prevê o diretor geral da Toshiba na França, François Séguineau, convencido de que os boxes e os leitores de DVD serão em breve relíquias do passado.

anb/fp

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