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Blue chips sustentam Bovespa e giro é o maior do ano

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - A recuperação dos preços das matérias-primas e a disputa pelo vencimento de contratos de índice futuro patrocinaram alta das ações mais importantes da Bolsa de Valores de São Paulo, que conseguiu quebrar uma sequência de quatro quedas seguidas.

Reuters |

Após intenso vai e volta, o Ibovespa terminou a quarta-feira com alta de 0,13 por cento, aos 54.573 pontos. O giro financeiro na bolsa, de 13 bilhões de reais, foi o maior de 2008.

'A grande volatilidade nas cotações das commodities acabou concentrando ainda mais os negócios nas ações de maior liquidez, como as de Petrobras e Vale', disse o diretor de renda variável da Finabank, Edison Marcellino.

De carona no repique do preço do petróleo, para cima dos 116 dólares, as preferenciais da Petrobras avançaram 2,1 por cento, para 33,75 reais.

As preferenciais da Vale foram ainda mais longe, com ganho de 2,8 por cento, a 35,56 reais, também a reboque da recuperação externa dos preços de metais.

O mesmo fator deu fôlego para as fabricantes de aço, sob liderança da Companhia Siderúrgica Nacional, com disparada de 3,5 por cento, para 53,40 reais.

Embora isso não tenha refletido o conjunto do mercado, já que muitos setores acompanharam o temor de recessão global que derrubou as principais praças da Europa e dos Estados Unidos, foi o suficiente para sustentar o índice no azul.

Dentre os perdedores do dia, destacaram-se o setor financeiro, sob a batuta do Banco do Brasil, com baixa de 2,75 por cento, a 21,20 reais.

O maior banco brasileiro em ativos divulga resultados trimestrais na quinta-feira depois do fechamento do mercado.

A Cesp, que divulgou na terça-feira os resultados trimestrais, agradou analistas, mas não os investidores. As ações preferenciais cederam 3,7 por cento, para 26,49 reais.

Mas o posto de pior do dia ficou com as preferenciais da Gol, desabando 5,6 por cento, para 15,25 reais, sob efeito do aumento do petróleo.

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