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Bis destaca expansão da América Latina em relatório

Às vésperas de reunir seus representantes em São Paulo, o Banco de Compensações Internacionais (BIS) divulgou um relatório onde fala do fluxo monetário e da estabilidade econômica da América Latina e do Caribe.

Agência Estado |

Segundo o BIS, alguns fatores aumentam a capacidade da região de resistir aos danos da crise: a diversificação dos investimentos estrangeiros e a menor necessidade de financiamento de outros países. Os dados do relatório comprovam a expansão econômica da região: no ano passado, o crescimento médio foi de 5,5%. Durante o período de 1998 a 2002, compara o banco, a média foi de 1,5%.

Porém, para que a saúde do setor financeiro dos países seja mantida, o banco avalia que deve haver uma contínua melhoria na fiscalização dos bancos, acompanhada de uma forte política macroeconômica. Após a entrada de cerca de US$ 208 bilhões na região em 2007, os primeiros indicadores de 2008 mostram que a entrada de recursos na região desacelerou em relação ao ano passado, mas Brasil, México, Argentina, Chile e Colômbia ainda se destacam como países que atraem investimentos. Aumentou também o investimento destes países no exterior - com exceção dos países da América Central, cujos investimentos no exterior continuam próximos de zero.

Uma análise mais detalhada, diz o banco em seu relatório, exigiria dados mais específicos. Apresentado o cenário da região nos últimos anos, seu futuro deve ser discutido no próximo fim de semana em São Paulo. Nos dias 8, 9 e 10, a cidade receberá a reunião dos maiores bancos centrais do mundo, que normalmente ocorre na Basiléia a cada dois meses e é organizada pelo BIS. O encontro será o primeiro da entidade desde a eclosão da crise e ocorrerá no Brasil porque o País preside temporariamente o G-20, grupo das 20 maiores economias do mundo.

Além dos representantes de bancos centrais da América Latina, membros do Federal Reserve Bank e dos principais bancos centrais da Europa e da Ásia também estarão na capital paulista. O encontro será conduzido pelo presidente do Banco Central Europeu, Jean Claude Trichet. Nos últimos dois meses, os principais BCs do mundo estão se coordenando para garantir que o sistema financeiro continue funcionando.

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