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Bird reduz previsão para o Brasil

A crise global levou o Banco Mundial (Bird) a reduzir a projeção para o crescimento do Brasil em 2009, segundo a versão atualizada do relatório Perspectivas Econômicas Globais 2009, divulgada ontem. No estudo divulgado em 2007, a estimativa era de 4,3% e no atual, de 2,8%.

Agência Estado |

Para o Bird, a recuperação do Brasil só ocorrerá em 2010, com um índice modesto, de 4%.

O novo cálculo foi feito antes do anúncio do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre deste ano, que cresceu 6,8% ante o mesmo período de 2007.

Segundo a instituição, a crise ocorre no momento em que os países em desenvolvimento estão "mais vulneráveis que no passado". Após quatro anos seguidos de "expansão robusta" na América Latina e no Caribe, o Bird avalia que a crise reduziu os investimentos na região em 45% entre janeiro e setembro. Por isso, a região deverá crescer 4% em 2009, ante 4,3% na projeção anterior.

O Bird avalia também que a queda dos preços de commodities e a profundidade da recessão nos EUA e na Europa provocará um crescimento negativo das exportações do Brasil, do México e da Argentina - este deverá crescer 1,5% em 2009 e provavelmente passará a ter déficit no comércio exterior.

De acordo com o Bird, a produção de biocombustíveis no Brasil, nos Estados Unidos e na União Européia representa mais de 90% da produção mundial e o órgão avalia que os combustíveis alternativos têm sido o principal fator de aumento do preço mundial de alimentos nos últimos anos. Mas o texto afirma que a matriz brasileira do etanol (cana-de-açúcar) é mais econômica que a americano (milho) e contribui muito menos para a alta de alimentos.

O Banco Mundial informa, ainda, que os preços dos alimentos e dos combustíveis nos países em desenvolvimento caíram consideravelmente, mas permanecem altos, se comparado com os da década de 90, e "tem contribuído para crises sociais e humanas que ainda reverberam". As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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