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Bird pretende triplicar investimentos em emergentes contra crise

BELO HORIZONTE - O economista-chefe e vice-presidente sênior do Banco Mundial (Bird), o chinês Justin Yifu Lin, afirmou nesta quarta-feira que a entidade deve aumentar os investimentos em países emergentes como forma de combater os efeitos da crise financeira mundial.

Reuters |

Segundo Lin, que participou de palestra no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o Bird pretende triplicar o aporte de recursos em países de "renda média" já no próximo ano.

"O Banco Mundial tem a compreensão clara de que essa crise irá afetar os países em desenvolvimento. E, de modo a minimizar os impactos dessa crise, dará passos concretos para ajudar os países em desenvolvimento", disse ele.

"O Banco Mundial irá triplicar os seus empréstimos de longo prazo para países de renda média. No ano passado, o volume de empréstimos para países nessa situação foi de US$ 13,5 bilhões e esse valor será triplicado para US$ 35 bilhões", acrescentou o economista.

Ele ressaltou que este volume de recursos ainda não está totalmente "disponibilizado", mas que a entidade está trabalhando para viabilizar os investimentos, que serão oferecidos com base nos mesmos critérios usados pelo Bird atualmente. "Esse é nosso compromisso. Isso será implementado", declarou.

Em entrevista antes do evento, Lin ressaltou que a crise financeira já chegou à economia real e um acréscimo nos investimentos seria uma forma de compensar perdas provocadas pela redução na atividade econômica.

"Em função dessa intenção mais ampla, a aprovação desses projetos será acelerada, de modo a minimizar o impacto da redução geral do comércio", ressaltou.

O representante do Bird afirmou ainda que não há dúvidas de que a crise afetará os países emergentes, incluindo o Brasil. "A economia brasileira não vai conseguir escapar dos impactos indiretos da crise da economia real", disse. Os "impactos indiretos", segundo ele, são a redução das exportações, queda nos preços das commodities e menos investimentos estrangeiros diretos.

Mas o economista não acredita que o país entrará em recessão por causa da crise. "O Brasil é um país que hoje conta com um volume significativo de reservas. E, em função disso, eu acredito que vai conseguir cruzar essa crise de forma relativamente satisfatória e manter ainda uma boa taxa de crescimento", avaliou. "Uma vantagem é que a economia brasileira tem sido bastante dinâmica nos últimos quatro, cinco anos", concluiu.

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